SELIC e a inflação

Na última quarta feira junto com o noticiário do trânsito na saída para o feriadão tivemos uma outra péssima noticia. Sob a justificativa de pressão inflacionaria o COPOM aumentou novamente a taxa de juros básicos, a chamada SELIC. Obviamente que não sento a mesa do comitê para definir pelos rumos da taxa, e por isso fico muito a vontade para questionar as decisões desse respeitado comitê de um Banco Central que refuto como qualificado, competente e atuante.

Meu grande desconforto com a SELIC é a efetividade do seu tão proclamado papel no controle da inflação. Meu questionamento deve-se ao fato da SELIC não ter impacto sobre as compras a vista, nem sobre as compras em moeda estrangeira, nem sobre os preços controlados pelo governos e muito menos sobre os juros cobrados pelos cartões de crédito, ou será que alguem em sã consciencia acredita que os 150% ou 200% de juros cobrados ao ano pelas adminstradoras tem qualquer relação com os 12% da taxa ?!

Alem disso no Brasil, e não generalizando, o crédito para as classes A e B esta muito relacionado a realização dos sonhos de consumo (imóveis e veículos principalmente) enquanto nas classes C e D a opção pelo credito é tomada pelo tamanho da parcela e não pelo seu valor. Ou seja, nesses casos a variação de 0,5 o 1,0 ponto percentual na SELIC parece influenciar muito pouco a decisão de compra.

Não quero com esse post dizer que o Bacen mente ao afirmar que a Selic é uma ferramenta de controle  a inflacao, até porque ela tem sim essa função.  Quero apenas colocar para a discussão com os amigos se ela e tão mandatoria no controle dos precos  ?

Na minha opinião, a resposta é não !

Qual é a sua opinião ?

Fabio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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Calendário Econômico Semanal – 25 a 29 de abril

O destaque da semana fica para a divulgação da ATA do COPOM, PIB do 1o. Trimestre no Reino Unido, a taxa de juros medida pelo FOMC  e  o volume de pedidos de auxílio desemprego nos EUA.

CALENDÁRIO ECONÔMICO

Segunda-feira

 

Terça-feira

FGV IPC-S da 3a quadrissemana de abril   EUA Índice de Preços de Imóveis
MIDC Balança Comercial Semanal   EUA Índice de Confiança do Consumidor
EUA Atividade Industrial de abr11 medida pelo FED de Dallas   EUA Índice de Atividade do FED de Richmond
EUA Nível de venda de novos imóveis      
     

Quarta-feira

 

Quinta-feira

FIPE IPC-FIPE da 3ª quadrissemana de abr11   FGV IGP-M de abr11
BACEN Política Monetária e Operações de Crédito de mar11   BACEN Ata do COPOM
BACEN Fluxo Cambial semanal   Tesouro Nacional Resultado Primário do Governo Central de mar11
EUA Índice de Encomenda de Bens Duráveis de mar11   EUA Nível de Pedido de Auxílio Desemprego
FOMC Nova Taxa de Juros   EUA Índice de Atividade do FED de Chicago
Reino Unido PIB do 1º Trimestre de 2011    
Zona do Euro Nível de Encomendas Industriais  
     

Sexta-feira

 

Siglas e Fontes

EUA Nível de Gastos Pessoais    

SIGLAS: MIDC – Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio / CNI – Confederação Nacional da Indústrias / SRF – Secretaria da Receita Federal / BACEN – Banco Central / FOMC – Federal Open Market Committee

FONTES: Relatórios Econômicos dos Bancos Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander

EUA Índice de Confiança do Consumidor em abr11 medido pelo FED de Michigan  
Zona do Euro Índice de Confiança do Consumidor em abr11  

 

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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A partir dessa semana: Calendário Semanal de Eventos Econômicos

Até alguns anos atrás ter acesso a informação era um grande diferencial. Hoje com as informações amplamente disponíveis o diferencial passou a ser a velocidade para acessar essa informação e transformá-la em insumo para o direcionamento estratégico das atividades da empresa e da área. Dentro desse contexto a partir dessa semana passarei a postar, todos os finais de semana, o calendário de eventos econômicos da semana seguinte.

Esse calendário permite que saibamos quais informações econômicas serão disponibilizadas, em qual data e por qual órgão. Com isso poderemos nos organizar para avaliarmos e criticarmos a informação antes mesmo dos grandes portais e por conseqüência da maioria dos nossos concorrentes internos e externos.

Claro que esse calendário não visa contemplar todas as informações de todos os mercados. Vou compilar aquelas que acho que são as mais relevantes e que podem interessar a maioria dos amigos leitores.

Com relação a próxima semana destaco a divulgação das prévias de inflação e taxa de juros no Brasil e dados do mercado imobiliário americano.

CALENDÁRIO ECONÔMICO

Segunda-feira   Terça-feira
FGV IPC-S da 2a quadrissemana de abril   SRF Tributos e Contribuições Federais – Total de Arrecadação
MIDC Balança Comercial Semanal   CAGED Volume de Criação de Empregos Formais em março
CNI ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial   FGV 2a Prévia do IGP-M de abril
Zona do Euro Índice de Confiança do Consumidor (parcial de abril)   EUA Índice de Construção de novas residências e permissão de novas construções
    Japão Índice de confiança do consumidor de março
  Japão Nível de encomenda de máquinas
     
Quarta-feira   Quinta-feira
IBGE Prévia do IPCA-15 de abril   Mercados Fechados no Brasil
BACEN Final da Reunião do COPOM e anúncio da taxa SELIC   Reino Unido Volume de Vendas no Varejo em março
EUA Índice de Venda de Imóveis Existentes no mês de março    
EUA Estoque Semanal de Petróleo  
     
Sexta-feira   Siglas e Fontes
Mercados Fechados no Brasil   SIGLAS: MIDC – Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio / CNI – Confederação Nacional da Indústrias / SRF – Secretaria da Receita Federal / BACEN – Banco Central –FONTES: Relatórios Econômicos dos Bancos Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander
   

Caso queiram comentar os resultados de alguns desses índices, estarei aqui aguardando-os.

Espero que as informações sejam úteis e agreguem valor.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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Temos mais chances de sucesso na gestão da carreira quando entendemos que dinheiro é consequência e não fim……

Sei que para muitos essa frase pode parecer algo utópico dito por um sonhador que não tem contas para pagar no final do mês. Então logo de cara esclareço: trabalho porque preciso e tenho, sim, contas para pagar, mas acho que o principal motivador para conseguir cumprir meus compromissos é que faço o que gosto, o que me dá prazer.

Acredito nessa frase e a tenho como premissa para condução da minha carreira pois na minha concepção a recompensa financeira é fruto da “entrega”, que é fruto do equilíbrio, que só é obtido a partir da escolha correta da posição e da empresa. Isso para mim é um fluxo de mão única.

Recompensa é fruto da entrega….

…ou seja, serei recompensado se atender e superar as demandas que a empresa tinha quando me contratou. E só atenderei e superarei as demandas agregando valor aos processos, trazendo novas idéias e práticas, fazendo com que a equipe faça o que antes achavam que era impossível fazer e transformando tudo isso em “entrega” de projetos e resultados.

 ….que é fruto do equilíbrio…..

 …na minha concepção, só conseguimos entregar resultados consistentes e duradouros, de forma contínua e constante, se estivermos em equilíbrio emocional e físico, com nós mesmos e com os “nossos”. Esse equilíbrio só pode ser atingido se tivermos a oportunidade de fazer o que gostamos em um ambiente onde seja possível distinguir o desafio do não factível, a dedicação ao trabalho da invasão a privacidade, e onde o trabalho nós tome por completo ao longo do dia, mas que nos permita viver nossos outros papéis na sociedade, até porquê além de gestores somos pai, marido, amigo e seres humanos.

 ….que só é obtido a partir da escolha correta da posição e da empresa.

 …ou seja, é mais que importante, é fundamental escolher corretamente seu destino profissional. É fundamental identificar se a cadeira que você ocupa “casa” com seu desejo de carreira, se ela te “leva” para onde você deseja direcionar sua carreira e se o perfil da empresa adequa-se ao seu perfil. Isso tem que estar a frente da remuneração que a cadeira vai te proporcionar.

 Claro que existe a possibilidade de se ganhar dinheiro sem estar na posição desejada, na empresa que mais se adequa ao seu perfil e sem fazer o que se gosta, mas o preço que se paga no longo prazo é muito alto. E muitas vezes esse preço é a frustração de ver o tempo passar, o dinheiro entrar na conta mas a carreira não deslanchar.  

 Não quero dizer que atingir uma remuneração desejada não tenha que ser um objetivo no seu plano de carreira, quero apenas sugerir que tenham o cuidado de tratá-lo como uma conseqüência de outras iniciativas e não como um fim.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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