Se o colaborador se surpreender com a demissão, nós, gestores, erramos !!!

10 jan
2011

O processo de demissão é sempre um dos mais difíceis e doloridos para qualquer gestor, independente de sua experiência, tempo de carreira ou prática para o processo. Ter que dizer a um colaborador que, por alguma razão, ele não atende mais a expectativa da empresa e que por isso vai ter que ser desligado pode gerar noites de sono mal dormidas, desconfortos físicos e perturbação emocional.

Acho que existe uma única coisa que minimiza esse cenário e o peso desse momento: ter a certeza que fez a coisa certa, e principalmente, da maneira certa. Além de todos os pontos que sempre lemos quando buscamos referências sobre o assunto acho que existe uma regra básica para a qual o gestor deve se atentar: se o colaborador se surpreender com a demissão, o erro é seu !!!

Com isso quero dizer que existe uma grande lição de casa a ser feita pelo gestor antes da demissão e que se for bem executada pode recuperar um investimento que esta prestes a ser perdido (lembre-se que a demissão de um colaborador tem uma série de custos diretos e indiretos envolvidos) ou pode ajudar o demitido a entender melhor os pontos onde precisa evoluir para suas novas posições no mercado de trabalho.

 Acredito e defendo que, além das rotineiras sessões de feedback, o gestor deve ter uma conversa franca com o colaborador que esta prestes a ser demitido. Essa conversa deve ser clara, objetiva e deve gerar um plano de ação com atribuições ou mudança de postura e prazos para serem cumpridos. Ao final desse prazo o gestor deve fazer um balanço, em conjunto com o colaborador, e mensurar se os objetivos foram alcançados. Caso não tenham sido alcançados sugiro alongar o prazo deixando claro que se nesse novo prazo os objetivos não forem alcançados o desligamento será inevitável. Dessa maneira a demissão passa a ser tratada como uma conseqüência natural de um plano de tentativa de reposicionamento que, construído e implementado em conjunto, não foi vitorioso. Isso tende a chocar menos o colaborador e a equipe.

Concordam com isso ?

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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34 Respostas para “ Se o colaborador se surpreender com a demissão, nós, gestores, erramos !!! ”

    Anna Cristina Gusman diz:

    Concordo com você Fabio.
    O Gestor deve dar feedback e deve ter um comportamento maduro quando for desligar alguém da equipe.
    O mais importante é não adiar situação. Se a decisão de mandar embora já foi tomada, o funcionário deve ser informado imediatamente.
    Já vi situações de o funcionário q seria desligado ser o ultimo a saber, e o clima na empresa fica inviável.

    Denise diz:

    Olá Fabio,

    Concordo em gênero, número e grau, como se diz.

    Se os ajustes foram feitos durante as sessões de feedback e o colaborador dá o retorno esperado pela companhia, não há razão para demissão.

    Caso ela aconteça, temos em minha opinião algumas possibilidades:
    - Falta de capacidade do gestor em dar o feedback correto, no momento certo
    - Falta de capacidade do gestor em determinar objetivos factíveis e mensuráveis
    - Falta de atitude do colaborador ao não expressar o desacordo em qualquer um dos pontos acima
    - Falta de profissionalismo e visão do gestor em não manter sua equipe completa naqueles casos em que a ordem vem “de cima”. É aquela situação de arrumar um problema pra você quando tenta resolver o das outras pessoas.

    Minha experiência profissional em empresas de pequeno e grande porte me diz que estes gestores estão em todos os lugares. E me desaponta saber que mesmo com tantos recursos de treinamento e preparação, ainda nos deparemos com estes gestores.

    Sempre encontro discussões inteligentes aqui no blog.
    Estou em preparação para me tornar uma gestora.

    Obrigada

    Carlos Oliveira diz:

    Existe uma grande falta de sinceridade e de verdade.
    Sinceridade é um principio de vida que não pode faltar dentro das empresas.
    Feedback é básico, se os gestores não usam, sinto em dizer, são medíocres.
    Vivemos numa era de informação; Dentro da informação corre a comunicação, se comunicativo é padrão da nossa era atual.

    Roberto Goldstajn diz:

    Fábio
    Mais um post fantástico!! Parabéns!!
    Na minha opinião, o cuidado com as pessoas é um dos principais pilares para o sucesso na companhia.
    Dentro dessa linha de raciocínio, compartilho um post de minha autoria publicado em outubro: http://www.robertogoldstajn.com.br/2010/10/dificuldades-na-retencao-de-talentos.html
    Referido post ilustra a minha posição sobre esse tema
    Um forte abraço e Feliz 2011!
    Roberto

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Anna Cristina, isso que você comentou é fundamental. Outro erro imperdoavel é postergar o comunicado e permitir que o funcionário saiba pela rádio peão que será desligado. Obrigado pelo comentário e continue participando.
    Abraços, Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Denise, excelente sua contribuição para o post. Você esta correta em suas colocações. Um dos grandes gargalos do crescimento de qualquer empresa é o desenvolvimento das lideranças que vão conduzir o crescimento com desenvolvimento. Continue participando. Sua opinião é muito importante.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Carlos,
    Outro ponto importante dentro do que você comentou é o alinhamento e a contextualização do que é comunicado. Garantir que o que foi dito foi entendido e que o receptor entendeu o contexto é fundamental para lidar com uma equipe que é sedenta por informação.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Roberto,
    Obrigado pelo comentário e excelente texto o que você compartilhou conosco.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Felipe diz:

    Parabéns pelo texto. Você não acha que conversando com o colaborador e dizendo que se não houver evolução ele será dispensado você esta amedrontando-o e criando panico ao inves de melhoria ?

    Vitor diz:

    Concordo com o post mas acho que essas devem ser tidas nas sessões de feed back. O que você acha ?

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Felipe,
    Entendo sua preocupação mas acho que a transparência é fundamental. Outro ponto importante a considerar é que essas conversas precisam ter uma conotação de construção de algo e não de pressão.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Vitor
    As sessões de feedback devem sem dúvida abordar esses assuntos, mas o gestor não pode esperar para uma data predeterminada para tomar essa iniciativa. Essa é uma situação que demanda uma atuação imediata do gestor.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Roberta diz:

    Estimado Fábio ótima a sua colocação a respeito !

    Eu estou de acordo com o post , porém gostaria de fazer uma observação , a minha experiência como auditora me fez ver uma outra realidade também , existem gestores que não conhece todas as atividades de sua área;outra coisa que tenho me deparado é com a falta de conhecimentos e técnicas destes profissionais – Gestores.
    Pode ocorrer também de um funcionário ser demitido por inúmeros motivos e não só pela falta de postura ou não estar atendendo as expectativas da empresa, muitas vezes é o próprio gestor que não atende , que não tem o perfil para liderar e com isso o funcionário pode ser prejudicado. Se a empresa não se atentar para estas questões , o problema continuará a existir e um bom profissional terá outras oportunidades e quem pode sair perdendo é a empresa, pois além dos custos a perda de um bons profissionais.
    O que quero dizer com isto é que se o gestor não conhece todas as atividades da sua área , que perfil ele vai exigir dos seus funcionários ?
    feedback é sem dúvida uma valiosa ferramenta para os profissionais , é através dele que buscamos uma postura mais adequada,é a chance de nos analisarmos como profissionais e estabelecermos nossas metas, porém mediante ao nosso cenário corporativo fica muitas vezes complicado ! porque as pessoas em geral não aceitam criticas , mesmo sendo elas construtivas para as nossas vidas.

    òtimo post.

    Abraços ,

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Roberta
    Você esta certa em suas colocações. Já vi algumas vezes o gestor propor o desligamento de um colaborador pelo simples fato de não conseguir gerenciá-lo. Se a empresa permitir, esta compactuando com um erro. Outro ponto importante do seu comentário é a dificuldade que as pessoas tem para aceitar um feed back negativo. Isso é um fato que só será mudado com o aculturamento da equipe através de constantes e rotineiras sessões de feed back.
    Muito obrigado pela sua participação. Seus comentários agregaram muito valor a discussão.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Eder diz:

    Ótimo post parabéns!

    Eu procuro deixar muito claro para o colaborador os pontos em que estou insatisfeito e mostro o quanto isso atrapalha no desempenho do time.

    Aponto o que deve ser melhorado e sempre faço sugestões sobre como alcançar.

    Inevitavelmente algumas vezes não há outra saída e a demissão acontece, acho importante poder voltar para a casa com a certeza que eu fiz tudo o que podia e essa sensação acaba minimizando os efeitos do momento.

    Abraço
    @SilveiraEder

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Eder
    Acho que o principal indicador de qualidade de um desligamento é você conseguir colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a sensação de que fez o melhor para a equipe, para a empresa e principalmente para o colaborador desligado. Muitos são os casos de enorme crescimento e desenvolvimento de um profissional depois de um processo de desligamento bem executado.
    Abraços e continue participando.
    Fábio Celeguim

    SIDENIL diz:

    Totalmente.

    Elen Kikuti diz:

    Bom Dia!!!

    Seria muito bom que esse texto circulasse obrigatóriamente em todas as empresas!!!!não teríamos tantos colaboradores frustrados pela demissão e existiriam gestores mais conscientes da sua posição…

    Muito bom o texto e os comentários,que de certa forma nos ajudam a refletir sobre as nossas atitudes e evitar que erros aconteçam.

    Newton diz:

    Bem interessante o conceito! Eu nunca tinha me atentado à isso… e concordo… isso é definitivamente algo a se levar em consideração…

    Fazendo um pequeno adendo, e mudando ligeiramente de assunto, acho que o mesmo princípio pode ser aplicado a términos em relacionamentos afetivos…

    Sabrina Bona diz:

    E há quem diga que é simples ser um bom gestor!!!
    Eu concordo, parabéns pelo texto.

    Miguel Schmitt diz:

    Olá Fábio!

    Muito bom teu Post, assim como todas as contribuições nele presentes.
    Porém, entendo que o fato de “dormir com tranqüilidade”,
    não pode ser o principal instrumento de medida para verifica se a
    ou as atitudes com relação a demissão foram corretas ou não.
    É uma análise muito subjetiva e superficial, até porque, muito se
    falou nas contribuições acima, sobre o despreparo dos gestores,
    que na sua “ignorância” podem viver o “sono dos anjos”, mesmo
    tendo tomado uma atitude completamente inapropriada.
    Penso que a união de fatores, como o reflexo da demissão na vida
    do colaborador, dos registros dos feedback’s e outras tentativas de
    resolução de problemas por parte do líder e da analise dos reflexos
    desta ação sobre os valores e missao da empresa, sejam um
    excelente “termômetro” para analisar este processo.
    Nesse sentido, inclusive, proporcionando subsídios para a
    implementação de MELHORES PRÁTICAS, sobre o tema em questão.

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Sem dúvida, Newton. Feedback é fundamental em todos e quaisquer relacionamentos.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Elen
    Fique a vontade para fazer esse texto circular dentro da sua empresa.
    Obrigado pela participação.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Obrigado, Sabrina.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Obrigado pela participação, Sidenil.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Obrigado por replicar o conteúdo e dar o crédito a revista pelo conteúdo.
    Abraços,
    Fábio Celeguim

    Miguel Schmitt diz:

    Olá Fábio!

    Muito bom teu Post, assim como todas as contribuições nele presentes.
    Porém, entendo que o fato de “dormir com tranqüilidade”, não pode ser o principal instrumento de medida para verifica se a ou as atitudes com relação a demissão foram corretas ou não.
    É uma análise muito subjetiva e superficial, até porque, muito se falou nas contribuições acima, sobre o despreparo dos gestores, que na sua “ignorância” podem viver o “sono dos anjos”, mesmo tendo tomado uma atitude completamente inapropriada.
    Penso que a união de fatores, como o reflexo da demissão na vida do colaborador, dos registros dos feedback’s e outras tentativas de resolução de problemas por parte do líder e da analise dos reflexos desta ação sobre os valores e missao da empresa, sejam um excelente “termômetro” para analisar este processo.
    Nesse sentido, inclusive, proporcionando subsídios para a implementação de MELHORES PRÁTICAS, sobre o tema em questão.

    Marcelo Medeiros Rocha diz:

    Perfeito o texto, muito claro e preciso.
    O gestor deve sempre estar munido do máximo de dados e fatos que justifiquem a demissão, mas o empregado também deve estar ciente desses dados e fatos de modo que a demissão seja para ele um feedback positivo já que sabe onde deve melhorar em empregos futuros. Some-se a isso o fato de ele passar a ver a demissão como justa já que estava ciente do que estava acontecendo.
    Surpresa do demitido indica sim problemas e é papel do gestor ajustar esses processos.

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Marcelo
    Acredito que a demissão tem que o resultado de um processo de ajuste que infelizmente não foi bem sucedido.
    Abraços e continue participando.
    Fábio Celeguim

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    Liliane diz:

    A matéria mostra a minha total indignação perante a uma das melhores empresas para trabalhar (Segundo pesquisa Você SA). Fui demitida por motivo de baixa produtividade trabalhando na empresa a dois anos nas vagas para portadores de necessidades especiais , nunca tive uma conversa me advertindo sobre baixa produtividade, me dando prazo para alcançar as metas.

    Fabio Jorge Celeguim diz:

    Liliane
    Esse problema de falta de feed back, infelizmente, não afeta apenas o seu antigo empregador. Isso é um problema crônico dos gestores.
    Sugiro que no seu novo emprego, caso seu gestor não a procure para um feed back, que você o procure.
    Abraços e continue participando.
    Fábio Celeguim

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