Muitos livros, artigos e estudos já foram escritos sobre formação de equipe. Muito já foi dito sobre como dimensionar equipe, como buscar a pluralidade, como compatibilizar os valores e princípios entre o candidato e a empresa e principalmente sobre quais são as habilidades e características que devemos buscar em um candidato. Partindo-se desse princípio, quero abrir uma outra discussão dentro desse mesmo assunto: quais as características ou traços de personalidade que fazem com que um candidato não seja bem vindo na nossa equipe, ou resumindo, do que devemos fugir no processo de seleção de um candidato !!
Sei que é um tema polêmico e pretendo tratá-lo como tal. Não vou usar do tradicional subterfúgio de usar os antônimos do que buscamos em um candidato. Falta de iniciativa, pouca visão de negócios, dificuldade de relacionamento não farão parte da minha lista. Vou tentar chegar o mais próximo possível do que eu considero como cerne da questão e expor abertamente quais são as características que me fazem fugir de um candidato.
Pessimismo, conformismo e “derrotismo”
O pessimismo faz com que você não consiga enxergar a luz,
O conformismo faz com que você não acredite que vale levantar e tentar de novo,
O “derrotismo” faz com que ache que já perdeu, antes mesmo de começar.
A fusão dessas três características, ou traços de perfil, faz com o que o candidato traga uma “nuvem negra” para dentro da empresa. Acho que os gestores deveriam ser menos tolerantes com esse tipo de profissional já que ele acaba destruindo a produtividade, com uma onda contagiante de baixo astral, e corroendo os sonhos daqueles que insistem em acreditar e batalham para acordar cedo, trabalhar, produzir, desenvolver, entregar e voltar para casa com alegria e satisfação.
Se você se deparar com um candidato com essas características, sugiro agradecer a presença e fugir da entrevista. Corra o mais rápido que você puder, pois quanto menos tempo exposto a esse perfil, menos contagiado você ficará.
Antes que me perguntem, ou se questionem: não, não tenho ninguém com essas características na minha equipe. Dei muita sorte de chegar em uma nova empresa, em julho, e constatar que a equipe e a própria empresa transbordam exatamente o oposto dessas características.

04 out, 2010 17:49
Acho que as empresas que se dão ao luxo de escolher o humor do funcionário tem que pagar de acordo. O que adianta o dono do boteco querer exigir isso, essa visão de empresário quem tem que ter é empresário mesmo.
04 out, 2010 18:07
Caro Fabio,
Extremamente relevantes os pontos que voce levanta neste post. Concordo com voce e considero tambem que poucos de nos temos preparo especifico e treino para entrevistar eficientemente. As vezes estamos mais despreparados do que o proprio candidato e decidimos com grande veemencia baseados no “feeling”. O candido pode espelhar o proprio entrevistador! Pergunto: alem do preparo, haveria alguma ferramenta de avaliacao que ajude a evitar que o entrevistador deixe-se levar pela “intuicao” em maior medida?
Obrigado e abs.
JN
04 out, 2010 18:45
Fábio,
No meu ponto de vista não se trata apenas das empresas: ninguém quer conviver com pessoas assim! Nem mesmo elas se aguentam durante muito tempo pois a energia delas escorre pelo ralo.
A pergunta é: como ajudá-las? Descartar estas pessoas pode resolver o problema do processo de seleção das empresas mas é apenas isso? Quando falamos em sustentabilidade acredito que devemos começar por nós mesmos, nossas crenças, pensamentos, palavras e atitudes.
Jogar a sujeira para debaixo do tapete não nos ajuda a criar a mudança que precisamos no mundo. Podemos ajudá-las a deixarem de ser vítimas e assumir o papel de protagonistas em suas vidas.
Escrevi um artigo sobre isto no link:
http://decidaserfeliz.com/2010/09/08/responsabilidade-pelas-escolhas/
Forte abraço e sucesso a todos!
04 out, 2010 23:04
Caro Fábio Boa Noite , muito interessante porém é complicado quando a própria empresa e sua cultura de gestão aplica filosofias que levam o conformismo, pessimismo e derrotismo.
Como por exemplo a cultura de uma empresa que avalia o tempo de casa dos funcionários e não a capacidade da cada um, colocando na frente as pessoas mais velhas independente da competência dos mais novos que chegam…
Para que atua nessas empresas é interessante se deparar com os defeitos citados acima em grande parte dos colaboradores…
Um abraço.
05 out, 2010 1:09
Fábio,
Post oportuno para discutirmos. O ponto levantado pelo Caio também trouxe um ingrediente importante para essa discussão.
Ou seja, quem não se deparou com candidatos extremamente qualificados num dia infeliz? E de que forma podemos contribuir para tornar um candidato “horrendo” em “protagonista”?
Penso que – na dúvida – devemos chamar esse mesmo candidato para uma segunda conversa e “abrir” o jogo como forma de avaliar o seu comportamento perante uma situação adversa.
Ora, a empresa não deve/pode correr o risco de desperdiçar talentos por conta de um dia infeliz.
Afinal, o protagonista não está disponível em qualquer esquina.
Abraços,
Roberto
Roberto
05 out, 2010 13:08
Bom dia, Luis. Entendo seu comentário quanto a pagar pelo humor do funcionário, mas acho que esse ponto pode, e deve, ser visto por um outro lado. Pense que a empresa pode escolher, pelo mesmo valor de salário, entre um profissional de “alto astral” ou um funcionário pessimista, derrotado e conformado.
Obrigado por participar do blog. Fique a vontade para discordar da minha opinião. Isso é o que engrandece o blog.
Abraços,
Fábio Celeguim
05 out, 2010 13:17
Nascimento,
Existem diversas ferramentas de mapeamento de perfil, habilidades e características que são adotadas pelas áreas de RH para o processo de recrutamento e seleção. Essas ferramentas ajudam muito a subsidiar, com informações técnicas, a tomada de decisão, diminuindo o peso do feeling (que nunca deixará de ter um peso importante). A maioria dessas ferramentas só podem ser comprada e aplicada por psicólogos pois depende de formação e treinamento para aplicação e leitura do resultado.
Abraços,
Fábio Celeguim
06 out, 2010 21:55
Fábio,
Realmente é uma maravilhosa ter só pessoas otimistas e alto astral na equipe, mas humores oscilam, infelizmente.
Gostaria de saber se existe pessismo ou derrotismo na entrevista. Acho que isso fica muito mascarado, mas uma maça podre basta pára estragar as outras e fugo dessas contrações também!
Parabéns pelo blog e bem-vindo ao time de Blogueiros da Você SA
Cristiane Moraes
Mulher em Pauta
07 out, 2010 12:11
Saudações Senhor Celeguim
Uma artigo muito esclarecedor, contudo perdoe-me a crítica (ou sugestão,depende do ponto de vista ) este artigo poderia ser mais longo, talvez com alguns exemplos, assim com certeza ficaria muito mais “LEGAL”.
Desculpe usar essa gíria, mas parece-me que utilizar a palavra interessante deixa a entender que a pessoa não tinha outra palavra para elogiar.
Voltando ao seu texto, e agora devo confessar que sou um homens com pensamentos mais pessimistas e otimistas que eu já encontrei, assim se todos estão super otimistas eu serei pessimistas e direi cada detalhe que pode atrapalhar atingir os objetivos, agora se todos estão pessimistas serei o mais fiel otimista levantando a badeira de lutar até o fim…..
Mais o mais “legal” é que na maioria das vezes eu compreendo a ambos, tanto os otimistas e pessimistas mas acho que todas equipe deve ter alguem que pense de forma diferente da maioria…..
Talvez para alguns isso seja um defeito para outros uma qualidade….
Eu também não tenho essa resposta, pois isso as vezes traz beneficios e outras maleficios…..
Muito grato pela atenção
E para ser diferente…
E que a força esteja com você
Atenciosamente
Edyvan
07 out, 2010 12:51
Caio
Sua observação procede, e concordo com ela, se olharmos o assunto com o foco de desenvolvimento pessoal. O post tentou tratar apenas do oposto do que muitos textos tratam que é o que procurar evitar na busca de um candidato.
Obrigado pela participação e continuem deixando seus comentários e críticas.
Abs,
Fábio Celeguim
07 out, 2010 12:55
Douglas,
Lembre-se que, quando falamos de vida profissional, sua carreira é seu bem maior. Se você esta em uma empresa com a cultura que você comentou e essa cultura não se adequa ao que você acredita ou o que você deseja, repense se você esta na empresa certa.
Reflita na diferença entre ter um emprego e ter uma carreira.
Abs,
Fábio Celeguim
07 out, 2010 13:04
Roberto
Como você comentou qualquer um pode ter um dia infeliz. Quando isso ocorre o candidato normalmente tem lapsos de comportamento durante a entrevista oscilando suas opiniões ou posturas. Nesse caso acho que vale, sem dúvida nenhuma, convidar para uma segunda entrevista com um intervalo razoavel de tempo e comentando claramente o motivo.
Tem um outro ponto que considero importante quando tratamos desse assunto. Se o próprio candidato perceber que não esta em um bom dia, é muito válido que ele mesmo faça essa observação e peça uma segunda chance. Em processos de recrutamento já me pediram uma segunda entrevista, concedi e mudei minha opinião sobre o candidato.
Abraços e obrigado por participar.
Fábio Celeguim
07 out, 2010 13:14
Cristiane
Concordo que humores oscilam e temos que conviver com isso. Vale apenas observar a intensidade e a frequencia dos desvios. Uma pessoa que é tipicamente “alto astral” pode ter seu dia ruim, pode ter sua semana ruim, mas um período maior do que esse já deve acender uma luz de alerta e nós, como gestores, temos a obrigação de tentar entender o que se passa.
Concordo que algumas características ficam mascaradas em uma entrevista, mas acredito, sim, que existe como perceber o pessimismo e o derrotismo. Os psicólogos que auxiliam no processo de recrutamento são ótimos meios de auxilio. Eles tem dinâmicas, testes e questionamentos e ajudam a evidenciar essas características.
Muito obrigado por participar e pela recepção no time de blogueiros da Você SA. Estou muito feliz e orgulhoso com a oportunidade.
Abraços,
Fábio Celeguim
07 out, 2010 13:23
Edyvan
Antes de mais nada, não precisa me chamar de senhor, por favor.
Obrigado por participar e não entendo seu comentário como uma crítica.
Entendo suas observações mas proponho analisarmos seu comentário por um outro prisma. Vamos lá:
- acho que a questão de você comentar que oscila entre pessimismo e otismismo esta mais relacionado a uma maneira de contrapor a opinião do grupo trazendo novos argumentos a discussão e forçando que a equipe amplie o foco da análise do que ser otimista ou pessimista. Um pessimista, raramente, consegue enxergar o lado bom como você falou que enxerga.
- com relação a ter gente que pense diferente, concordo plenamente. Acho que um dos principios básicos para a formação de uma equipe de alta performance é a pluralidade, ou seja, mesclar jovens e mais experientes, gente com muito tempo de casa e gente recém chegada, recursos com foco na análise profunda de um tema e recursos com capacidade de síntese mais acentuada, e vários outros exemplos.
Fique a vontade para discordar, sempre.
Abraços,
Fábio Celeguim
07 out, 2010 17:54
Bom dia ! Oportuno o tema, mas acho que existem outras caracteristicas que devem ser evitadas quando se busca um profissional para nosso depto.
07 out, 2010 17:55
Acho que existe uma grande diferença entre ser e estar pessimista. Acho que um tolerável na equipe e concordo que o outro não.
Sorte no blog.
08 out, 2010 0:50
Vc S/A está querendo re-criar o Capitalismo Social, quando o mundo todo caminha em outra direção, eu admiro a capacidade de um líder de verdade de levantar a moral da equipe; da mesma forma que quando um cliente vai até a sua loja comprar um produto, você não vendeu nada, ele foi comprar, você vai vender de verdade quando conseguir convencê-lo a levar outros produtos, assim é também na Administração de Pessoal.
Sendo a depressão a maior doença incapacitante do próximo século, sua empresa simplesmente quer dizer para 50% dos funcionários: se você ficar doente, eu te mando embora, e tendo recolocar temporariamente outro no seu lugar. Já pararam para pensar nos valores sociais e custos?
08 out, 2010 13:17
Também concordo com essa colocação. Foquei naquelas que, na minha opinião, são as de maior destaque e que, por serem polêmicas, são pouco discutidas.
Abraços,
Fábio Celeguim
08 out, 2010 15:13
Felipe
Esse é exatamente o ponto que quis tratar no post. Todos tem o direito de estar em um dia ruim. Isso é e sempre será tolerável. Já ser pessimista por default, é dificil de suportar.
Abraços,
Fábio Celeguim
08 out, 2010 15:24
Dr. Contec
Obrigado por participar do blog.
Antes de qualquer coisa, vale lembrar que um blog é um espaço para manifestação de opiniões pessoais, portanto, não cabe direcionar a revista o peso desse post.
Entendo sua observação sobre o processo de venda e concordo com ela, porém discordo do comentário a respeito da depressão. Depressão é doença, e como tal deve ser tratada. Pessimismo, derrotismo e conformismo, não são doenças.
Continue participando.
Abraços,
Fábio Celeguim
08 out, 2010 20:28
Fábio,
Obrigado pela resposta e ficou mais claro o seu ponto de vista. É para ajudar o processo de recrutamento e seleção e ponto.
Talvez uma política de feedbacks íntegros e compassivos com os candidatos não aprovados já seja uma semente. Muitas vezes os candidatos nem recebem uma resposta! Os processos de R&S muitas vezes se parecem com mineradoras que escavam o terreno em busca de uma pedra preciosa, mas que não se preocupam com meio ambiente.
“Você me doa o seu tempo para avaliarmos se você pode contribuir com a missão de nossa empresa e, em contrapartida, nós daremos um feedback para ajudar, se assim você desejar, no seu autodesenvolvimento.”
Forte abraço e parabéns pelo artigo!
08 out, 2010 21:27
Caio
Eu adoto essa prática. Dou feedback a cada um dos candidatos que eu entrevisto.
Abraços e continue participando.
Fábio Celeguim
09 out, 2010 15:31
Realmente bem interessante esta postagem foi bem oportuno ter informações desta natureza !!!
09 out, 2010 16:36
Prezado Fábio, eu entendo que em uma equipe existem diversos perfis de profissionais e isso é necessário para fortalecer o grupo. Se não vejamos, imagina uma equipe em que todos os componentes pensam igual, que tudo vai dar certo, não vai haver nenhuma barreira, não apontam nenhuma dificuldade a transpor e concordam com tudo o que o chefe fala, esta equipe está fadada ao fracasso.
O pessimista por exemplo, em certas ocasiões será útil, é preciso saber recuar em certos momentos.
Vale lembrar também que cada pessoa tem seus pontos fortes e fracos, não existe indivíduo perfeito. Cabe a cada gestor avaliar quais competências está buscando no profissional e administrar os pontos fracos existentes.
09 out, 2010 21:03
Caro Luis Campos, respeitosamente: boteco com pessoas assim não passará de “boteco”.
10 out, 2010 21:08
Olá. Sou leitora da revista você/sa, e percebo que cada vez mais é necessário “estudar o candidato”. Tanto o perfil dele deve ser observado, como também características emotivas.
O último comentário aqui, do Luis Campos, me assusta. Fiz uma reportagem faz poucos dias, e comentei a síndrome do empregado. Que é essa pré-disposição a ser desajustado, infeliz, com a visão limitada, dependente e sem criatividade, independentemente da situação. Creio que devemos nos policiar para não agir como conformados, como o exemplo do nosso amigo aqui citado por mim.
Parabéns pela abordagem do tema.
11 out, 2010 14:25
Priscila,
Que bom que você gostou. Continue participando.
Abraços,
Fábio Celeguim
11 out, 2010 14:30
Rubens
Obrigado pela participação. São os comentários de vocês que agregam valor ao blog.
Concordo com a sua opinião quanto a pluralidade da equipe, mas a exemplo do que escrevi para o Edyvan acho que sua colocação tem mais relação com a questão de ser um contraponto, de ser o questionador quando todos tem absoluta convicção de que aquele é o caminho ou de ser alguém que tenta mostrar o outro lado de uma questão. Na minha opinião isso é tão fundamental para a estruturação de uma equipe quanto a pluralidade que você comentou. O que tentei expor nesse post são os malefícios de uma postura pessimista e não questionadora.
Abraços,
Fábio Celeguim
11 out, 2010 14:32
Bruno
Você esta correto. Nós gestores somos o somatório de cada membro de nosso equipe.
Continue participando.
Abraços,
Fábio Celeguim
11 out, 2010 14:36
Rafaela
Obrigado por participar.
Sua abordagem esta perfeita. Parabéns pela postura.
Você pode me enviar a matéria que você escreveu ? Fiquei com vontade de lê-la.
Abraços,
Fábio Celeguim
12 out, 2010 16:15
Ólá, Fábio!
Concordo plenamente com seu texto. E falando como funcionária, conviver com pessoas que pensam e agem desta forma, mina o entusiasmo e vontade de fazer a diferença de qualquer pessoa.
Penso totalmente ao contrário, pois a credito que a cada dia podemos encontrar novas oportunidades, e mostrarmos tudo o que somos capazes de realizar.
Precisamos acreditar e querer fazer a diferença sempre !
12 out, 2010 21:16
Débora,
Continue trabalhando para realizar. É só isso que vai te levar adiante na sua carreira.
Parabéns pela visão e pela forma com que encara seu papel na equipe.
Continue participando.
Abraços,
Fábio Celeguim
19 out, 2010 21:38
Saudações Celeguim
Muito obrigado pela resposta.
Não querendo abusar de sua boa vontade mas se possivel gostaria de ajuda em numa experiêcia que tive.
Em 1998 participei de um curso de empreendedorismo (60 Horas aula). Um curso excelente.
No primeiro dia tivemos uma pequena dinamica eram cerca de 22 pessoas, então cada um de nós recebeu um nome acho que era um pais ou era uma fruta e quando o facilitador autorizasse deveriamos encontrar a pessoa com a mesma palavra…. Nos formafamos um circulo ou deveria ser.
Então quando ele autorizou o inicio eu recolvir esperar alguns segundos para ver como os outros reageriam, então resolvir ficar parado e esperar.
Pois todos os outros participantes forma para o centro da sala encontar o seu parceiro, logo tinhamos 21 pessoas falando ao mesmo tempo atras de seu parceiro.
Fiqei parado pois percebir que como era um numero par, todos encontrariam o seu parceiro e quem sobrasse seria o meu parceiro…
SE ISSO FOSSE NUM SELEÇÃO DE TRAINNER OU EMPREGO, COMO OS RECRUTADORES “ACHARIAM” DESSA MINHA POSTURA “DIFERENTE”?
Faço essa pergunta pois falei dessa minha experinacia a uma amiga de trabalho e levemente cencurou-me, afirmando que deveria ter agido como os outros.
Embora ela não tivesse bons argumentos, pois cumprir meu objetivo (encontrar o parceiro.)
Ela afirmou que era uma atividade para todos se conhecer então lembre que 21 pessoas falando ao mesmo tempo e que assim que achavam o parceiro formavam um par, não daria para conhercer ninguem…
E lembrei que não havia nenhum premio para quem encontrar o parceiro primeiro e nem nenhuma punição para quem encontrou o parceiro por último……
Então ela ainda estava firme achando que não agir “corretamente” então ela perguntou “- E se todos ficassem como vc Edyvan, parados então ninguem encontraria o parceirom não é.”
Eu respondir: “Bem, se todos tivesse ficados parados eu iria até o centro da sala falando a minha palavra e encontraria o meu parceiro”…
Desculpe tomar o seu tempo…
Mas ela estava correta? Essa minha atitude seria mal vista numa disputa por emprego ou vaga de traineer?
Grato pela atenção
26 out, 2010 11:46
Caro Edyvan
Antes de mais nada, obrigado por participar. Fique a vontade para colocar seus questionamentos e comentários.
Para responder sua questão conversei com 3 profissionais de RH, responsáveis pela cadeira de contratações. Todos responderam praticamente da mesma maneira e levantaram quase os mesmos pontos. Resumindo entendemos que, em dinâmicas, como a que você comentou não existe uma unica atitude correta ou equivocada. Nesses casos os recrutadores analisam a sua postura perante o problema apresentado, como interpreta o problema e como desenvolve a solução. Inovar na maneira de resolver o problema é um ponto positivo, mas pense em duas coisas. O importante é que tudo que você faça tenha um certo “sentido”. Ficar parado pode ser interpretado como falta de iniciativa, se não for devidamente explicado, ou como uma excelente estratégia se for explicado. Outro ponto é que você fazia parte de uma dinâmica de grupo, que como o próprio nome define é em grupo. A interação entre você e os outros membros do grupo é importante e será analisada.
Espero ter te ajudado. Caso queira maiores detalhes, fique a vontade.
Abraços,
Fábio Celeguim
04 nov, 2010 17:57
Muito obrigado
Estou muito agradecido por sua resposta, e um pouco envergonhado por ter dado a você Fábio tanto trabalho, sinto muito por isso….
Você tem toda a razão, a minha atitude poderia ser consirada tanto apatia como inovadora….
Mas o estranho é que eu iria fazer como os outros eu tinha planejado procurar meu parceiro de pessoa em pessoa, eu não imaginava que todos estariam gritando, eu estava imaginado que ele buscariam falando baixo e calmamente…
Contudo assim que começou a atividade boa parte estava gritando, e não lembro bem mas pareço que aqueles que não estavam gritando passaram a gritar também…
Voce entende, devo ter tido entre 30 segundos para mudar a minha estrategia, nessa epoca eu tinha 17 anos, ainda hoje penso como mudei de estrategia tão rápido…..
04 nov, 2010 18:43
Sabe pareçe que além de ter uma visão tanto otimista como pessimista das coisas, uma vez ou outra eu percebe certos “coisas” ou situações fora do comum, ou talvez eu tenha fantasiado sob isso pois nunca encontrei ninguem que tenha essa uma caracteristica similar a minha…
Por exemplo, no filme “Pretty Woman – Uma Linda Mulher”, temos uma cena que mostra o valor do dinheiro de forma genial, pareçe que todas as pessoas que eu comentei isso, não tinham notado apenas concordaram comigo, então não sei sem perceberam o mesmo ou apenas queriam ser educadas….
04 nov, 2010 19:05
Vamos ver se você concorda…..
Vamos ver se voce também notou essa lição de Pretty Woman.
Primeiro vamos colocar um contexto na situação, o personagem do Richard Gere está comprando de forma mais que agressiva uma empresa (um conglomerado de estaleiros eu acho) que custará um bilhão de dolares, (se hoje isso é muito dinheiro imagine em 1990)….
Ele pediu emprestado o carro importado do advogado dele, acho que devia valer em trono de 150 mil dolares….
Ai ele ser perde, e não sabe como voltar ao hotel, então ele pede ajuda a uma prostituta (o personegem da Julia Robert) ele concorda em ajuda-lo a chegar ao hotel, se ele pagar 5 dolares, ai ele reclama e diz que ela não pode cobrar por uma informação ela aumenta pra dez dolares e diz que ele é que esta perdido, então ele resolve pagar…..
Aqui esta esta cena:
http://www.youtube.com/watch?v=TblbzV16Qr0
Espero que tenha entendido, ele esta fechando um negocio de um bilhão de dolares, esta num carro de um homem que trabalha pra ele que custa 150 mil dolares ou mais e mesmo assim sabe que o dinheiro deve ter uma relação custo-beneficio e assim ele acha injusto pagar 5 dolares por uma informação…
Independente de seu ponto de vista, quero agradecer mais uma fez por sua resposta e me desculpar por tomar tanto de seu tempo..
Atenciosamente
Edyvan