Precisamos nos mexer ! Pra cima, pra baixo ….
2010
……e não estou falando de ginástica laboral. Estou falando de sairmos do nosso “quadrado” e andarmos pela empresa. De buscarmos a interação, o contato, o diálogo com outras áreas. De praticarmos a conversa saudável de corredor, de buscarmos a informação limpa na origem, de discutirmos “in locco” as etapas anteriores do processo e de escutarmos pessoalmente as demandas dos clientes.
Essas práticas que parecem, e são óbvias, ajudam muito nosso dia a dia. Ajudam a melhorar o nível de relacionamento da equipe com os gestores de outras áreas, evitam longas e intermináveis trocas de e-mails, possibilitam ajustes finos nos processos, permitem identificar com antecipação a demanda prevista e facilitam os ajustes que serão necessários para atender a essa demanda. Não que os outros ganhos não sejam importantes, mas vou dar um pouco mais de ênfase a esse ponto para exemplificar o que quero dizer. Imagine a seguinte situação, e pense se já passou por algo parecido em sua carreira:
O CEO convoca a equipe para uma reunião emergencial e anuncia que conquistamos um novo e importante cliente. Uma empresa que, nos últimos meses, estava no radar da equipe comercial por ter anunciado ao mercado que faria uma compra de valores acima da média para todas as suas unidades no Brasil. Foi um excelente negócio, muito comemorado por todos, já que o cliente enxergou um dos grandes diferenciais da nossa empresa: a capacidade de fazer com que o pedido, recebido hoje, seja entregue em menos tempo que qualquer outro concorrente. Após as palmas, ele decreta: todos aos seus lugares, pois temos um pedido gigantesco para entregar.
Após essa reunião dois cenários podem se abrir para você e a equipe financeira.
Se você faz parte de uma equipe financeira que tem por diretriz sair do seu quadrado e buscar a informação na origem, participando das reuniões de vendas, por exemplo, você já saberia com antecipação que esse cliente estava em fase muito avançada de negociação. Sabedor dessa possível venda você poderia providenciar o cadastro da empresa e suas unidades, negociar com o operador logístico a entrega do produto nos prazos propostos pela equipe comercial, discutir com a área contábil e fiscal a tratativa a ser dada a esse cliente e “engatilhar” com o banco o funding necessário para a implementação do projeto. Feito isso, a operação ficaria em stand by aguardando apenas a formalização da venda para dar início ao processo.
Agora, caso você faça parte de uma equipe financeira que não participa das reuniões de vendas e por conseqüência não pode preparar-se com antecedência, pare imediatamente de ler esse post e volte ao trabalho, pois você tem muita coisa a fazer para cumprir o diferencial da empresa.
Fábio Jorge Celeguim
@fabioceleguim

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