Do poder do voto
2010
No próximo domingo, vamos à s urnas depositar, ou melhor, teclar nossos votos. Nos últimos dias, as discussões tornaram-se inevitáveis. Sinto que os jovens estão mais entusiasmados que as gerações anteriores. Talvez porque os mais velhos convivem com a desilusão do passado, talvez porque foram educados com o lema “polÃtica não se discute”, talvez por já terem visto tanta coisa e acharem que o voto não muda nada.
Nós não. Os jovens estamos entusiasmados. Discutimos polÃtica, discutimos propostas, somos politizados. É revoltante ouvir a já famigerada frase: essa juventude é muito despolitizada. Quem inventou isso? Se você realmente acredita nisso, pare agora de ler este texto.
Faço parte de uma geração que acredita na mudança com as próprias mãos. Pensamos as corporações e instituições como agentes que podem e devem ajudar a mudar o paÃs. Sabemos que é essencial colocar a mão na massa. Se para alguns fazer trabalho voluntário é fazer caridade, para a geração da qual faço parte é bem diferente. Ser voluntário é saber que podemos contribuir com aqueles que não puderem ter acesso ao que tivemos. Não queremos ser o paÃs do futuro. Queremos ser o paÃs do presente, definitivamente.
Me entusiasma ver isso ao meu redor. Grande parte dos meus amigos faz trabalho voluntário, pensa que a profissão que escolheram pode ajudar a construir um paÃs melhor. Isso é ser despolitizado? Não é porque não saÃmos à s ruas, não pintamos as cara e nem ficamos gritando algum lema vazio que não somos politizados. Somos talvez mais politizados do que todas as gerações anteriores. Pensamos-nos como parte do processo.
O mundo mudou, a polÃtica mudou, o cenário mudou. Alguns atores não mudaram, alguns processos também não. Mas os passos estão sendo dados. Dessa vez, em outras ruas: na internet. Por falar nela, acredito que as urnas sentiram seu efeito pela primeira vez. Agora é esperar o domingo e ver os resultados. Vote consciente, vote em quem você acredita.
Em tempo: é engraçado ver como as caracterÃsticas da geração Y podem ser sentidas até mesmo na polÃtica. Percebi, em algumas conversas com amigos Ys, que o lÃder polÃtico ideal, para eles, é aquele que eles sentem orgulho, que eles veem ter uma trajetória de vida louvável e um discurso sincero. Achei interessante.

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