Os medos e as angústias
2011
Não é a primeira e não será a última vez que você lerá sobre angústias e medos por aqui (aliás, escrevi um texto em março que falo justamente sobre as angústias, se quiser ler é só clicar aqui). Desde ontem, quando postei o texto sobre o Ciclo (desncessário) de sofrimento, fiquei pensando seriamente sobre o assunto. Por que, afinal, nós – os novatos – sofremos tanto? A resposta, além de tudo o que disse no post anterior, se resume na palavra medo.
A única certeza que temos é que o futuro é incerto. Clichê isso que você acabou de ler? Sim. Clichê puro. Mas parece que nós jovens nos apegamos a essa incerteza (que absolutamente ninguém tem poder sobre) e entramos no maluco ciclo de sofrimento. “Será que serei contratado?”, “será que meu chefe gostou do que eu fiz?”, “será que sigo nessa área ou naquela?”, “será que…?”, “será que…?”, “será?”
O que será do futuro, ninguém sabe – e isso realmente dá angustia. Essa sensação de não saber absolutamente nada do que vai acontecer gera uma forte sensação de insegurança. “Abro a porta ou não?”. Fica sempre a dúvida: devo aceitar a proposta de ficar no estágio caso seja convidado ou devo tentar algo diferente? Não sabemos para onde ir e nem o que fazer.
Nunca sabemos se devemos investir nosso tempo em determinada atividade e guardar o suor para outras ou se devemos apostar em tudo, agora no começo. “Termino a faculdade e engato uma Pós ou espero um tempo?” Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. Parece que tudo se resume a dúvidas. Dúvidas que resultam em medo, que acendem angústia e que nos fazem entrar no tal ciclo do sofrimento. Como acabar com isso? Simples: entrar no barco (que é a vida) e deixar o rio correr. Ouvir um pouco a intuição, deixar o coração bater e seguir o que o aquela voz que vem lá de dentro sussurra.
A gente tenta ser racional, mas a vida muitas vezes segue por caminhos tão inesperados… No mesmo almoço do Dia das Mães que conversávamos sobre o tal sofrimento, ouvi de meus pais e tios (que já passaram dos 55 anos e estão naquele momento de refletir tudo o que passou e tentar ajustar os problemas para viver o resto da vida mais felizes) que o que tiver que acontecer, acontecerá. Mais um clichê? Sim, mais um. Talvez esteja na hora de começarmos a ouvir os clichês que nossos pais tanto falam (“eu não te disse para fazer assim que seria melhor, Lucas?”) e dar mais ouvidos ao que realmente queremos. Está na hora de pararmos de querer vestir as fantasias dos personagens que gostariamos de ser e aceitar os personagem que somos: a pura essência de nós mesmos.



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