Um líder também chora…

Estamos fora da Copa do Mundo de 2010. Os único gol brasileiro não foi suficiente para nos levar às semifinais do primeiro mundial em território africano. O líder da seleção, Dunga, já anunciou que deixará de ser o técnico. Porém, todas essas notícias – até mesmo a ridícula notícia de que brasileiros atingiram, com um rojão, o cônsul holandês no Rio de Janeiro – não me chamaram tanto atenção como discurso do primeiro jogador a comentar a derrota em Port Elizabeth. Veja, abaixo, a emocionada conversar entre Júlio César, o goleiro canarinho, e Tino Marcos:

Imagem de Amostra do You Tube

Júlio César foi responsável por admitir o fiasco da seleção à população brasileira. “Estou aqui dando minha cara a tapa, falando pelo grupo [....]”, afirmou o goleiro. Logo no início, Júlio mostrou algo típico de nós brasileiros: a emoção. Sentimento esse que atrapalhou o time, desestabilizou os jogadores. Uma das lições dessa Copa é justamente sobre gerenciar as emoções. Se não soubermos controlar nossos sentimentos, tanto em momentos de euforia como tristeza, não obteremos os resultados desejados.

O goleiro teve uma atitude que admiro muito: foi extremamente sincero. Ele assumiu a derrota, deixou as lágrimas cairem e, mesmo extremamente triste (basta olhar sua feição), teve serenidade de falar aos 190 milhões de brasileiros que assistiam. Um bom líder tem que ter em mente que em momentos problemáticos é preciso ter calma e ser sincero. Na minha opinião, a união desses dois traços faz um líder ter grande sucesso.

E o mais importante de todo o discurso foi seu final, quando Júlio se uniu a nós. “Fica aqui a tristeza de todos”, afirmou o jogador. Um líder nunca está acima de sua equipe ou do grupo que representa. Um bom líder sabe que os louros ou a derrota são resultado de seu trabalho e do de todos. Não ganhamos a Copa de 2010, mas aprendemos muitas lições.

Em tempo: o título foi referência a uma música de Gonzaguinha que gosto muito. Em particular da parte que fala que “Guerreiros são pessoas/ Tão fortes, tão frágeis”.

Imagem de Amostra do You Tube

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Começou e terminou

Lembro até hoje do primeiro beijo. Eu estava em um ônibus voltando de um parque de diversões e, quando vi, já estava aos beijos. A primeira vez é sempre inesquecível.

Mas tem sempre o antes do começo. Antes do primeiro beijo teve um telefonema, uma carta, alguns olhares. Antes do primeiro dia por aqui teve inscrição no programa de estagiário, prova de inglês, português, lógica, dinâmica de grupo, entrevista e enfim uma ligação que dizia “Lucas, você quer trabalhar conosco?”. Só para constar: se eu me inscrevi na parte do site que dizia “Trabalhe Conosco”, é óbvio que quero.

O PRIMEIRO DIA

Subi no elevador com as mãos suando. Quando a porta abriu, depois de longos dezoito andares, estava o meu atual chefe e, do lado dele, uma moça. Ele disse, depois de me cumprimentar e apresentá-la, que quem iria conversar comigo era ela. Antes de irmos para a sala de reunião, fui apresentado para toda a redação. Aperto de mão e beijos em vinte e duas pessoas. Quanta gente nova, quanta coisa nova. Meu Deus, e agora?

Não deu tempo para nada. Fui para a sala bater um papo com a que hoje chamo de Chefe XY. Depois disso já foram algumas matérias e muitas coisas feitas. E agora me deram esse blog.

Vamos falar uma realidade: são seis horas e mais um pouquinho no estágio, cinco na faculdade, três entre almoço, jantar, café da manhã, lanchinhos, banho e banheiro, duas ou três no trânsito, uma para ler textos para a faculdade, mais uma para ler o Twitter, ver o Facebook, dar uma olhada no Orkut e cinco para dormir. Pronto, acabou o dia.

Mas estagiário que se preze é apaixonado pelo que faz. Se não for, reflita pelos próximos dias se essa é, realmente, a profissão que você quer seguir pelos próximos vários anos. É claro que existem aquelas pessoas que estão no estágio errado, e isso acontece com frequência. Também reflita, porque está na hora de procurar outro. O importante é saber que estagiar é sinônimo de “aprender na prática”, não tirar cópias, buscar café ou ouvir Chefe X gritando ao seu ouvido. Fuja disso, a não ser que tenha um ótimo, mas muito bom mesmo, motivo.

Às vezes, dá uma vontade de jogar tudo isso para o ar: a oportunidade, os medos, as dificuldades, a prática, os livros que a faculdade pede para antes de ontem, as resenhas para duas semanas atrás, e tudo o que parece que não conseguimos fazer como queríamos. E quem disse que estagiário não gosta disso tudo?

Estágio é uma fase que passa rápido. Quando você olhar, já está dançando a valsa da formatura, jogando para o alto aquele chapéu bem feinho, abraçando aqueles colegas que você nunca se deu bem e, no dia seguinte, você é um profissional, uma pessoa com diploma e com uma gastrite. Mas tudo isso pode valer a pena se você souber aproveitar cada segundo dessa fase. Enfim, bem vindo ao Estagiário Y. Aqui o papo é de estagiário para estagiário.

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