O poder de poder

Não consigo entender algumas pessoas que dizem “o meu chefe” com aquele tom de que chefe é superior. Não, chefes não são superiores a ninguém! Se eles são gerentes, eles devem gerenciar. Michaelis, por favor, nos ajude:

ge.ren.te
adj e s m+f (de gerir) Que, ou quem gere, dirige ou administra bens, negócios ou serviços; gestor.

Se eles são diretores, devem dirigir. Dicionário, novamente nos ajude, por favor:

di.re.tor
adj (lat directore) Que dirige, regula ou determina; 1 Aquele que dirige ou administra. [...] . 4 Guia.

Se repararam bem, grifei duas palavras: gestor e guia. Essas são, exatamente, as funções de um chefe: gerir, no sentido de dirigir, regular, e guiar.

Por algum tempo, explicava aos meus amigos Ys a quebra da hierarquia, característica intrínseca à Geração Y, assim: Sabe quando você vê a porta da sala do seu chefe aberta? Você entra, não é? As respostas, é claro, eram todas sim. E é bem por aí, não vemos as barreiras e, sinceramente, não as consigo sentir. Não consigo ver uma pirâmide onde o chefe está no nível superior e todos os outros, por ordem de cargo, ocupam-na de forma decrescente. Estamos todos no mesmo plano. Chefe, gerente, gestor, coordenador…todos trabalhando no mesmo nível em busca do melhor resultado, com métodos sinceros e éticos.

É claro e óbvio que os chefes devem ter poderes! Mas não poderes autocráticos ou “o que vier na cabeça dele”. Eles devem nos guiar e nos ajudar a alcançar o melhor resultado. Até porque eles têm mais experiência e sabem como chegar nele. Mas não significa que eles são mais poderosos. Cá entre nós, o poder está deixando de existir. Vivemos em uma sociedade muito mais conectada à cooperação. Chefe ajuda estagiário, que ajuda coordenador, que ajuda gerente, que ajuda diretor. Todo mundo junto, no mesmo lugar.

E já que a maioria dos chefes, atualmente, são Xs, deixo um presente a eles:
Imagem de Amostra do You Tube

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9 comportamentos que as empresas querem de você

Ontem, na festa do Guia das 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar 2010 , o vídeo que encerrou a festa me chamou muita atenção. Diretores e vice-presidentes de grandes empresas relataram o que as empresas desejam de seus funcionários. Acho que vale a pena dividir com vocês:

1 – Ter uma visão de mundo maior
2 – Saber sentar em várias cadeiras (ser multidisciplinar)
3 – Ter valores pessoais
4 – Abraçar desafios
5 – Ter a capacidade de relacionamento
6 – Ter Atitude
7 – Pensar de forma inovadora
8 – Ter engajamento
9 – S
aber lidar com os diferentes

O que tiramos desses pontos? Que as empresas querem funcionários que não sejam especialistas e muito menos limitados. Elas querem pessoas que possam crescer dentro da empresa, mas não em um mesmo setor ou área. É preciso ver o mundo (a empresa) de uma forma muito maior que a sua escrivaninha e a tela de seu computador.

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Chefes: entendam quem são os jovens no mundo corporativo

Na última quarta-feira, fui à premiação da Empresa dos Sonhos, realizado pela Cia de Talentos. O resultado principal, a empresa onde os jovens querem trabalhar, você já sabe: o Google. Porém a pesquisa apresentou dados muito mais interessantes sobre os jovens entre 21 e 24, responsáveis por 56% das 38.984 respostas válidas.

O que mais me chamou atenção é que 86% desses jovens (no qual estou incluído) dizem estar preparados para entrar no mercado de trabalho. Desse percentual, 76% afirmam ter o perfil comportamental exigido pelo mercado. O engraçado desses números – e digo engraçado porque quando foram apresentados geraram risos da platéia – é que, segundo a Sofia Esteves, que organiza o evento e é uma das donas da Cia de Talentos, as características pessoais são o maior responsável pelas reprovações em processos de seleção.

A pesquisa revelou também que a geração Y busca, ao escolher uma empresa para trabalhar, um bom ambiente de trabalho, acima de tudo. Na pesquisa desse ano, o item bons salários e benefícios não figurou entre os cinco principais. Interessante reparar que, nos últimos quatro anos, o item esteve presente, sendo que em 2008 estava na primeira posição. Em segundo lugar, em 2010, ficou o desenvolvimento profissional, seguido de qualidade de vida, crescimento profissional e uma empresa com uma boa imagem. É melhor prestar atenção nesses cinco pontos, assim vocês saberão o que oferecer a nós. Que fique claro: salário é importante sim, mas não é o que mais nós motiva a acordar e ficar sentado diante de um computador por, no mínimo, seis horas.

Agora apresentarei um dado que deixará os chefes X pasmos (assim como os que estavam por lá): 30% dos jovens pretendem trabalhar por mais de 20 anos em uma mesma empresa. Seguido de 24% que deseja ficar entre 7 e 10 anos. Se somarmos com os 14% que esperam ficar de 11 a 20 anos, temos um percentual de 68% dos jovens almejando ficar, no mínimo, 7 anos trabalhando em um mesmo lugar. Invistam em nós que vocês terão um ótimo retorno no quesito retenção. Mas, prestem atenção: é preciso que tanto a empresa como os empregados ganhem, essa é a condição para que nós permaneçamos, segundo a pesquisa.

Enfim, esse é um primeiro panorama. Existem alguns dados sobre liderança que falo em um próximo texto.

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