Supera, você é o que quiser ser

Em um café, com um amigo, conversávamos sobre a vida. Na verdade, reclamávamos sobre alguns pontos e eu enfatizava um que muito me preocupa. Ele, sempre com ótimas frases, virou e disse: “Lucas, você é o que quiser ser“. Isso ficou em minha cabeça.

Nós, não apenas eu e meu amigo, construímos, ao logo de nossa história, uma imagem de nós mesmos, a forma como os outros nos veem. Essa imagem é criada a partir de uma série de pontos. Listo alguns: pequenos comentários que fazemos, como agimos em determinadas situações, a forma como vemos certas questões e assim por diante. O que meu amigo quis dizer foi simplesmente que, se não estamos contentes por alguma coisa, podemos mudar isso. Eu, por exemplo, não gosto de como algumas pessoas agem comigo. Sei que a atitude delas é um reflexo de uma atitude minha. Em vez de reclamar das atitudes alheias, é preciso mudar as próprias.

Esse mesmo amigo, aliás um grande amigo e uma pessoa que admiro muito e tenho como porto seguro, sempre que eu ligo reclamando de algo diz: “Lucas, supera“. Atualmente já é uma brincadeira entre os outros amigos, mas esse “supera” serve para tantas coisas. Sabe aquele desentendimento que você teve com alguém do trabalho? “Supera“. E aquela angústia por não saber se fez certo ou errado ao agir daquela forma? “Supera“. Está triste porque alguém não fez como planejado? “Supera“. Serve para absolutamente tudo.

Se ficarmos remoendo tudo o que acontece não vamos para frente, não nos desenvolvemos. É preciso remoer, aprender e, logo depois, “supera” tudo isso. Se as pessoas não estão respondendo como você deseja, pergunte de outra forma. Se nada acontecer como o previsto, “supera“.

Post to Twitter Tweet This Post

Me digas o que fazes e te direis quem tu és

Dia desses, em uma conversa informal, me perguntaram por que tinha escolhido fazer jornalismo. Já tinha pensando algumas vezes  sobre o assunto, até porque na faculdade os professores sempre fazem essa pergunta e outras pessoas me perguntaram antes.

Refletir-nos é muito importante. Acabamos vivendo os dias e não pensamos sobre o que estamos fazendo ou quem somos. Engatamos a primeira marcha, lá pelas seis da manhã, e só puxamos o freio de mão às onze da noite, quando vamos dormir.

Vira e mexe, amigos próximos me questionam sobre se o que estão fazendo é realmente legal ou se eles devem mudar de rumo. Não sou especialista no assunto, afinal, como vocês bem sabem, sou apenas um estagiário Y em desenvolvimento. O que faço é pedir para que eles me respondam a essas três perguntas:

1. Por que escolheu essa profissão?

2. O que te motiva, diariamente, a acordar e passar o dia inteiro fora de casa?

3. Daqui dez anos, você se vê fazendo o que faz hoje?

Munido dessas três respostas, reflita se o que você faz realmente está de acordo com a pessoa que você quer ver refletida no espelho daqui a alguns anos. Lembre-se de que você passa, no mínimo, um terço da sua vida trabalhando, ou seja, é preciso estar contente com o que faz. E não estou dizendo em apenas amar o trabalho e viver para ele, em outras palavras, ser viciado em trabalhar. Digo gostar do que faz, sentir aquele friozinho na barriga e os olhos brilharem quando alguém pergunta sobre como foi o seu dia. Você consegue responder às três perguntas? Se a resposta for não, talvez esteja na hora de refletir se não está na hora de mudar de profissão.

Aos curiosos, minha resposta foi simples: desde que me conheço por gente, gosto de informar. Acredito que com informação as pessoas têm mais liberdade e conseguem viver melhor.

Post to Twitter Tweet This Post

Uma questão de tempo e foco

Assim que entrei na VOCÊ S/A descobri que tinha dois problemas sérios para resolver: dispersar menos e aprender a gerir meu tempo. Não percebi sozinho, é claro. Fui avisado por minha chefe XY e pela chefe recém-mãe em uma dessas reuniões informais, um feedback na hora do café da tarde. A verdade é que perdia meu tempo, muitas vezes, com coisas desnecessárias (como navegando por assuntos não relacionados ao trabalho) e dispersava com uma facilidade incrível.

Para resolver os problemas, decidi tomar algumas providências. Uma das mais importantes foi não entrar em nenhum programa de mensagem instantânea, como o MSN. Só isso já ajudou muito, afinal diminuí brutalmente a quantidade de estímulos que me desfocavam. “Lucas, você já viu esse vídeo?” e lá ia eu ver o mais novo hit do YouTube. Depois, é claro, precisava colocar no Twitter e mostrar para, ao menos, quatro amigos.

Outra decisão que me ajudou foi um fone de ouvido. Esse simples e incrível alto-falante pessoal me permite não ouvir os barulhos externos e assim consigo manter a concentração no que estou fazendo. Só preciso ficar atento, pois às vezes me chamam e não escuto, por isso aviso os colegas próximos para que gesticulem quando quiserem falar comigo.

Mesmo com essas duas decisões, ainda tinha a outra questão a ser resolvida: estava com uma grande quantidade de tarefas que não conseguia entregar no prazo que eu mesmo tinha estipulado para quem as pedia. Uma das soluções é parar, por um dia a cada duas semanas, e organizar tudo o que tenho para fazer. Ordeno por importância e estipulo, a mim, prazos menores do que os negociados. Assim consigo entregar com tranqüilidade.

Acima de tudo, relaxe. Se nós da VOCÊ S/A temos uma home dedicada a um dos assuntos (www.vocecommaistempo.com.br) e as livrarias estão abarrotadas de livros com esses temas, nem você nem eu somos os únicos a ter esses problemas. Ainda não estou perfeito com tudo isso e nem quero ser perfeito, afinal isso é mérito apenas de pessoas inexistentes, mas posso afirmar que já melhorei muito. A chefe XY, que é bem exigente, e chefe-recém mãe, que agora tem uma filha para criar e mesmo assim me dá atenção, já notaram minhas mudanças.

Post to Twitter Tweet This Post