Gringos também sambam
2010
Final de semana em Curitiba, com grandes amigos e uma experiência que vale a pena compartilhar com vocês. Vim para a capital paranaense – ainda estou aqui – visitar uma amiga de infância que está morando na cidade para fazer faculdade. Ela estuda na Alemanha e está, nesse ano, estudando aqui em um intercâmbio. Na república onde ela mora, tem mais três alemãs e um alemão. No primeiro dia por aqui, já não sabia quem era de onde e em qual lÃngua conversar. As alemãs falam português muito bem. Aliás, é muito legal ver alguém de fora do seu paÃs falando a sua lÃngua perfeitamente e cantando sambas como se tivesse nascido aqui.
Durante esse final de semana, percebi a carreira global, que foi capa da edição 145 da VOCÊ S/A, estampada, no ar, na comida, em tudo. Inglês, português e alemão (que infelizmente ainda nao falo) foram lÃnguas comuns em qualquer conversa por aqui. Hoje mesmo, a caminho da feirinha do Largo da Ordem, eu conversa com o alemão – que está no Brasil fazendo um estágio de dois meses – em inglês quando, de repente, olhei para o lado e comentei algo em português com uma das alemãs. Essa, por sua vez, foi avisar a outra alemã para atravessarmos a rua e falou em alemão. Ontem, a reunião pré-noite-dançante, foi aqui na “república”. Tinha gente de São Paulo, Pernambuco e Paraná. O mais legal de tudo isso é que não há diferença, ninguém é melhor que ninguém. Fica perceptÃvel que somos pessoas iguais e que as fronteiras deixaram de existir, ao menos culturalmente. Cada um ainda mantém seus traços culturais, mas sabe conviver com as diferenças de forma tranquila.
No mundo corportaivo essa mistura é cada vez mais comum. Não só de nacionalidades, mas de pessoas que trabalham de modos diferentes. Se você tem dificuldades com diferenças, comece a se rever, senão, logo mais, você será o diferente.
Sobre o tÃtulo: na primeira noite, fomos a um samba. O mais incrÃvel de tudo foi ver duas das alemãs sambando muito bem e cantando perfeitamente.

Commentário