Gringos também sambam

Final de semana em Curitiba, com grandes amigos e uma experiência que vale a pena compartilhar com vocês. Vim para a capital paranaense – ainda estou aqui – visitar uma amiga de infância que está morando na cidade para fazer faculdade. Ela estuda na Alemanha e está, nesse ano, estudando aqui em um intercâmbio. Na república onde ela mora, tem mais três alemãs e um alemão. No primeiro dia por aqui, já não sabia quem era de onde e em qual língua conversar. As alemãs falam português muito bem. Aliás, é muito legal ver alguém de fora do seu país falando a sua língua perfeitamente e cantando sambas como se tivesse nascido aqui.

Durante esse final de semana, percebi a carreira global, que foi capa da edição 145 da VOCÊ S/A, estampada, no ar, na comida, em tudo. Inglês, português e alemão (que infelizmente ainda nao falo) foram línguas comuns em qualquer conversa por aqui. Hoje mesmo, a caminho da feirinha do Largo da Ordem, eu conversa com o alemão – que está no Brasil fazendo um estágio de dois meses – em inglês quando, de repente, olhei para o lado e comentei algo em português com uma das alemãs. Essa, por sua vez, foi avisar a outra alemã para atravessarmos a rua e falou em alemão. Ontem, a reunião pré-noite-dançante, foi aqui na “república”. Tinha gente de São Paulo, Pernambuco e Paraná. O mais legal de tudo isso é que não há diferença, ninguém é melhor que ninguém. Fica perceptível que somos pessoas iguais e que as fronteiras deixaram de existir, ao menos culturalmente. Cada um ainda mantém seus traços culturais, mas sabe conviver com as diferenças de forma tranquila.

No mundo corportaivo essa mistura é cada vez mais comum. Não só de nacionalidades, mas de pessoas que trabalham de modos diferentes. Se você tem dificuldades com diferenças, comece a se rever, senão, logo mais, você será o diferente.

Sobre o título: na primeira noite, fomos a um samba. O mais incrível de tudo foi ver duas das alemãs sambando muito bem e cantando perfeitamente.

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“Estar aqui é inacreditável”

Passar 859 dias caminhando pelo Rio Amazonas a pé parece algo impossível? Não foi para Ed Stafford, que completou essa façanha ontem, às 9 da manhã na Praia do Crispim, em Marapanim, PA. “Isso prova que você pode fazer qualquer coisa, mesmo que as pessoas digam que você não pode”, disse o inglês ao jornal Estadão.

É muito contagiante ver que, mesmo com os vários problemas que passou – além de anacondas e jacarés,  índios capturaram o inglês e seu amigo e só os soltaram após membros da tribo serem contratados como guia – Stafford não desistiu de sua meta: ser o primeiro a percorrer o rio a pé. Com a nossa carreira  deve ser assim também: devemos ter uma meta e ter em mente que até a alcançarmos serão diversos os percalços e muitos os momentos em que a vontade será parar tudo, chamar socorro e fugir da rota. Mas só aqueles que conseguem passar por todas as anacondas e jacarés conseguirão cumprir a meta. Basta ler o que Stanfford escrever em seu blog, quando chegou no Atlântico:

Sentimentos? Quase impossível de descrever. Eu me preparei pra me decepcionar, mas eu estava quase em lágrimas olhando para as ondas mornas quebrando no mar com o Cho do meu lado. Um dia que eu nunca vou esquecer pelo resto de minha vida. Nunca ninguém vai tirar isto da gente.”

No vídeo a seguir você pode ver o último dia da caminhada de Stafford e sua chega ao Oceano Atlântico.

P.S.: Não deixem de ler a matéria no Estadão. Para ler, clique aqui

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Supera, você é o que quiser ser

Em um café, com um amigo, conversávamos sobre a vida. Na verdade, reclamávamos sobre alguns pontos e eu enfatizava um que muito me preocupa. Ele, sempre com ótimas frases, virou e disse: “Lucas, você é o que quiser ser“. Isso ficou em minha cabeça.

Nós, não apenas eu e meu amigo, construímos, ao logo de nossa história, uma imagem de nós mesmos, a forma como os outros nos veem. Essa imagem é criada a partir de uma série de pontos. Listo alguns: pequenos comentários que fazemos, como agimos em determinadas situações, a forma como vemos certas questões e assim por diante. O que meu amigo quis dizer foi simplesmente que, se não estamos contentes por alguma coisa, podemos mudar isso. Eu, por exemplo, não gosto de como algumas pessoas agem comigo. Sei que a atitude delas é um reflexo de uma atitude minha. Em vez de reclamar das atitudes alheias, é preciso mudar as próprias.

Esse mesmo amigo, aliás um grande amigo e uma pessoa que admiro muito e tenho como porto seguro, sempre que eu ligo reclamando de algo diz: “Lucas, supera“. Atualmente já é uma brincadeira entre os outros amigos, mas esse “supera” serve para tantas coisas. Sabe aquele desentendimento que você teve com alguém do trabalho? “Supera“. E aquela angústia por não saber se fez certo ou errado ao agir daquela forma? “Supera“. Está triste porque alguém não fez como planejado? “Supera“. Serve para absolutamente tudo.

Se ficarmos remoendo tudo o que acontece não vamos para frente, não nos desenvolvemos. É preciso remoer, aprender e, logo depois, “supera” tudo isso. Se as pessoas não estão respondendo como você deseja, pergunte de outra forma. Se nada acontecer como o previsto, “supera“.

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