O fantasma do TCC
2012
Nos últimos dias, as palavras “TCC” e “decisão” estão mais recorrentes em meus pensamentos — na ida para a VOCÊ S/A, no caminho até a faculdade, na volta para casa. O momento é de interrogações, dúvidas de qual caminho seguir na reta final do curso de jornalismo. É no penúltimo ano da trajetória universitária que esses questionamentos ganham maiores proporções.
Um dos principais dilemas que estou enfrentando: por qual formato de trabalho optar, documentário ou livro-reportagem? Mas não basta escolher. Precisamos avaliar os pontos fortes e os problemas de cada produção. Diante de uma rotina cada vez mais atribulada, será que vale a pena pensar em um projeto de grande magnitude, o qual você pode não aguentar no meio do caminho? Segundo meu professor de Administração de Produtos Editoriais — disciplina que nos ajudará na produção do TCC —, é comum os alunos terem ideias interessantes, mas de difícil execução com pouco tempo disponível.
Confesso ser mais ligado à produção escrita. Sou apaixonado por textos, aqueles bem-construídos, por vezes demoradamente elaborados. Entretanto, desenvolver um livro demanda bastante tempo, não só para os momentos de escrever os capítulos, como também realizar as inúmeras entrevistas, apurar e checar informações, revisar etc. Não que o documentário seja menos trabalhoso, afinal é preciso selecionar o que será usado, editar, transportar equipamentos pesados, entre outras atividades.
Mesmo assim, venho refletindo: “Uma produção audiovisual talvez me tirasse de uma possível ‘zona do conforto’, que é a experiência escrita”. Pode parecer óbvio, mas novos desafios — sobretudo em fases de aprendizado — são instigantes e motivadores. No meu caso, seria também uma oportunidade de enfrentar a timidez. Mais um ponto a favor do documentário. Porém, a escolha ainda não foi definida Só estabeleci que desta semana a decisão não passa.
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