O fantasma do TCC

Nos últimos dias, as palavras “TCC” e “decisão” estão mais recorrentes em meus pensamentos — na ida para a VOCÊ S/A, no caminho até a faculdade, na volta para casa. O momento é de interrogações, dúvidas de qual caminho seguir na reta final do curso de jornalismo. É no penúltimo ano da trajetória universitária que esses questionamentos ganham maiores proporções.

Um dos principais dilemas que estou enfrentando: por qual formato de trabalho optar, documentário ou livro-reportagem? Mas não basta escolher. Precisamos avaliar os pontos fortes e os problemas de cada produção. Diante de uma rotina cada vez mais atribulada, será que vale a pena pensar em um projeto de grande magnitude, o qual você pode não aguentar no meio do caminho? Segundo meu professor de Administração de Produtos Editoriais — disciplina que nos ajudará na produção do TCC —, é comum os alunos terem ideias interessantes, mas de difícil execução com pouco tempo disponível.

Confesso ser mais ligado à produção escrita. Sou apaixonado por textos, aqueles bem-construídos, por vezes demoradamente elaborados. Entretanto, desenvolver um livro demanda bastante tempo, não só para os momentos de escrever os capítulos, como também realizar as inúmeras entrevistas, apurar e checar informações, revisar etc. Não que o documentário seja menos trabalhoso, afinal é preciso selecionar o que será usado, editar, transportar equipamentos pesados, entre outras atividades.

Mesmo assim, venho refletindo: “Uma produção audiovisual talvez me tirasse de uma possível ‘zona do conforto’, que é a experiência escrita”. Pode parecer óbvio, mas novos desafios — sobretudo em fases de aprendizado — são instigantes e motivadores. No meu caso, seria também uma oportunidade de enfrentar a timidez. Mais um ponto a favor do documentário. Porém, a escolha ainda não foi definida Só estabeleci que desta semana a decisão não passa.

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A empolgante fase de estágio e faculdade

Na última semana, encarei uma nova experiência. Acompanhado da produtora de multimídias da VOCÊ S/A, saí para gravar dois depoimentos para uma série de vídeos de Carreira que estamos preparando. Tudo para mim, naqueles momentos, foi novidade. Apesar de ser meu terceiro estágio de jornalismo, ainda não havia encarado uma “externa” (como costumam chamar a saída para gravação audiovisual). Momentos antes, fez-se presente uma mistura de insegurança, expectativa e alegria. Depois, o alívio e a sensação de vitória. Aquele gostinho da conquista que, por menor que seja, é profundamente animadora.

Independentemente da área em que você atua, situações como essa fazem parte do início do trajeto profissional. É como uma avenida, com faróis incomuns. O sinal está sempre verde, esperando que você avance cada vez mais. Às vezes, o amarelo e o vermelho dão as caras, tentando te impedir. É preciso também ser ousado para encarar alguns caminhos tortuosos. Tudo isso pode soar um pouco óbvio, mas você já parou para pensar em como é gostoso definir esse percurso?

Por falar em percurso, trajeto… Ontem, uma nova etapa na faculdade começou para mim. Incrível como os dois primeiros anos do curso passaram tão rapidamente! Além de novas disciplinas e novos professores, neste 3º ano, iniciam os preparativos para o TCC — o temido trabalho de conclusão de curso —, preocupação de grande parte dos estudantes. Qual tema escolher? Como será o formato do trabalho: livro-reportagem, monografia, documentário, programa de rádio? Quem será meu orientador? E por aí vão as dúvidas. Interrogações e mais interrogações: eis a vida de universitários e profissionais em início de carreira.

Não sei como serão os próximos anos. Mas tenho uma certeza: essa fase de “estágio + faculdade” é alucinante e extremamente empolgante. Mais do que aprendizado e descobertas, é um período em que nossa rede de relacionamentos começa a crescer; a vida social, mesmo com o dia a dia atribulado, fica mais intensa. Por isso, amigos mais experientes sempre me falam que essa é uma das melhores épocas. É preciso aproveitar cada oportunidade. Como canta Lulu Santos, na música Tempos Modernos, “vamos viver tudo o que há para viver. Vamos nos permitir…”.

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Videogame da vida real

Você já parou para pensar em como sua vida mudou nos últimos (sei lá) 5 anos? Não falo só de alterações físicas, mas na rotina. As tardes em casa jogando videogame, brincando com os amigos ou até mesmo assistindo aos nostálgicos filmes da Sessão da Tarde ficaram para trás. Os momentos de lazer tornaram-se cada vez mais raros, certo?

Pois é, a vida adulta começou. Com ela, mais responsabilidade, pressão… Calma, também não precisa se desesperar! Seu dia a dia pode ter mudado, mas você é a mesma pessoa. A adaptação aos novos hábitos pode ser complicada no começo. Depois, vêm os bons resultados, as conquistas, aquela sensação gostosa da nova experiência.

Tudo isso até parece um jogo de videogame, em que os desafios são monstros que você enfrenta em cada fase, conforme o grau de dificuldade. Mas diferentemente dos games, você só tem uma vida. Então, aproveite cada nova experiência! Encare, lute — principalmente nos momentos de desespero na faculdade, entrega de trabalhos chatos e provas estressantes. Combater os obstáculos como se fossem feras virtuais é bem motivador.

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