Como você aprende na sua carreira?

02 mai
2012

Embarque na (imaginária) máquina do tempo e relembre da época em que estudar era sua única preocupação. Cena: a professora escrevendo na lousa, os alunos quietos (nem sempre…) e prestando atenção às lições. Cada dia, uma nova fórmula matemática; um jeito diferente de conjugar os verbos. Ao chegar em casa, você corria e contava para sua mãe e seu pai: “Hoje aprendi a tabuada do número 6. Olha: 6 x 1 é igual a…”. Rimos ao lembrar-se de situações como essa. Mas você sabia que elas continuam bem atuais?

É hora de voltar para 2012. Pare e reflita: como você aprende na sua carreira? Se não é igual ao tempo de escola, pode ser parecido. O começo da vida profissional é recheado de novidades (como as lições da professora), situações que instigam nossa curiosidade e nos desafiam. Temos de aproveitar cada bate-papo com o chefe e os colegas de trabalho. São instantes enriquecedores, sem dúvida.

Mais do que isso, o aprendizado está nas tarefas rotineiras, assim como os trabalhos de escola que você levava para casa. Sim, até tarefas chatas são responsáveis por sua experiência.  A prática é uma das principais formas de aprender no trabalho, como mostrou a reportagem de capa da VOCÊ S/A de abril. Para o professor Michael Eraut, da Universidade de Sassux, no Reino Unido, a experiência prática é a fonte mais rica de conhecimento. Faz todo sentido, não acha?

Se a vivência é a principal maneira de adquirir experiência, a faculdade e os treinamentos completam o aprendizado. Vale a pena ficar (sem dormir) em algumas aulas chatas. Como sempre me falam, “um dia você usará isso em sua vida”. Pretendo aplicar isso hoje à noite, quando chegar à faculdade para assistir à aula de Legislação e Prática Judiciária…

Agora, quero saber como vocês aprendem. De onde vem o maior aprendizado? Das conversas? Dos cursos? Vocês sentem falta de algum tipo de aprendizado? Ah, para se inspirar, uma dica é assistir a este vídeo produzido pela equipe da VOCÊ S/A. Nele, duas jovens profissionais contam como aprendem no dia a dia de suas rotinas de trabalho.

P.S.: No blog Mochileiro Corporativo, o lema é aprendizado constante.

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Quem te inspira?

02 abr
2012

Um super-herói de algum desenho, uma personalidade ou alguém da família. No começo da carreira, é normal nos inspirarmos em uma pessoa para desenvolver nosso trabalho. No meu caso, grandes figuras do jornalismo e da literatura fazem com que eu me encante ainda mais com a profissão que estou seguindo. Para ficar em alguns exemplos: Jack Kerouac, Hunter S. Thompson, Charles Bukoswki  e Gay Talese. Além de brasileiros, como Audálio Dantas e Ricardo Kotscho, ambos que tive o prazer de conhecer pessoalmente.

Em comum, todos possuem uma narrativa gostosa e que prende o leitor. Mais do que isso, principalmente Talese e Thompson, oferecem um texto jornalístico recheado de recursos literários. Sem dúvida, algo raro na prática do jornalismo contemporâneo. Mesmo assim, ter essas figuras como “nortes” na carreira traz aquela sensação de “cara, é isso que eu quero para o resto da minha vida!”.

Quando batem aquelas dúvidas existenciais e a vontade repentina de jogar tudo para o alto, são esses perfis bem-sucedidos os responsáveis pela volta à realidade.  Senti isso recentemente em um determinado momento de reflexões. Ao som de Bob Dylan, lembrei das aventuras de Hunter S. Thompson e sua paixão pelo jornalismo, por contar histórias. A sua maneira, vivendo perigosamente, mas com muito fervor. Foi o combustível necessário para eu parar, pensar e dizer: “Amo muito tudo isso”, bem o estilo McDonald’s de ser.

Voltando bastante no tempo, essa ideia de mestres e seus aprendizes é antiga. Os filósofos gregos (Sócrates, Platão, Aristóteles e por aí vai…) servem para exemplificar isso. Hoje, nas mais diversas áreas, não faltam exemplos de pessoas que, com o sucesso alcançado, servem de motivação e inspiração para outras tantas.

E você, tem seus “mestres”, aqueles que te inspiram no dia a dia profissional e fornecem ainda mais energia para você seguir a carreira que ama? Compartilhe aqui.

Alguns adendos:

- Para conhecer mais sobre Hunter S. Thompson, o filme Gonzo é uma boa pedida http://imdb.to/H7X651

- O livro On the Road é o principal de Jack Kerouac. Fica a dica para quem gosta de um texto bem pessoal, com bons recursos de literatura.

- Uma música que inspirou a carreira de Thompson é “Mr. Tambourine Man”, de Bob Dylan. Para quem gosta do cantor e compositor norte-americano http://bit.ly/HQDfmm

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“Há tanta vida lá fora…”

15 mar
2012

Ontem meu professor de Técnicas e Gêneros Jornalísticos III contou que uma de suas primeiras atividades no dia a dia é olhar a timeline no Twitter. Imediatamente após abrir os olhos, ele pega o celular e conecta-se ao microblog. “Que viciado!”, exclamaram na sala. Depois, ele falou sobre ficarmos ligados em tudo o que acontece e a importância disso para o jornalismo. Parece bobo, mas você já parou para refletir a respeito da loucura em que vivemos?

Pois é… Não paramos um minuto. No caminho para o trabalho, estamos na internet, vendo as atualizações do Facebook ou os tuítes no Twitter; lendo notícias; ouvindo música. Até a dinâmica das aulas na faculdade aparenta ter mudado. Prestamos atenção na explicação do professor, anotamos conceitos, conversamos com o colega ao lado… Tudo isso enquanto respondemos um novo e-mail ou comentamos nas redes sociais. Multitarefa ao extremo.

Sem dúvida, é bom não deixarmos nada passar. Afinal, recebemos bastante informação, compartilhamos diversas ideias. Mesmo assim, há problemas. Algo como nos esquecermos que existe um mundo offline. “Há tanta vida lá fora…”. É como a onda, aquela cantada por Lulu Santos. Os momentos de verdade com os amigos e a família também são fundamentais. Deixa o celular de lado por um instante. Sei que é difícil, principalmente para nós, da chamada “geração conectada”. Mas experimente!

Tenho uma amiga que deixa a internet de lado nos finais de semana, pelo menos por algumas horas no sábado ou domingo. Como um verdadeiro conectholic, em várias ocasiões, mandei e-mails para ela numa madrugada de sexta para sábado. Recebi retornos somente no domingo à tarde. Pensando bem, ela pode ter um pouco de razão em fazer isso. Como tudo na vida, o equilíbrio é a melhor medida.

Imagem de Amostra do You Tube

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