Delayering

O termo da vez, em inglês, claro,  no mundo corporativo é delayering. Não que seja uma novidade, longe disso. Ele só voltou a moda porque esse ano as empresas estão tendo de baixar seus custos - ainda mais do que vinham fazendo. Delayering significa cortar camadas. Ontem, estive conversando com o presidente de uma multinacional do setor de energia que em março promoveu o delayering em sua empresa. A empresa tinha cinco níveis do chão de fabrica ao primeiro posto, ocupado pelo presidente. Hoje, a companhia tem três níveis hierárquicos. Foram eliminados 250 postos de chefia - de gerentes, passando por superintendes até diretores. Quem ficou teve de assinar um contrato de metas em que se compromete a atingir os resultados combinados até novembro próximo. O custo do delayering foi de 14 milhões de reais. O presidente, no entanto, vê essa despesa como investimento, pois acha que ao final do processo a companhia ganha mais agilidade na tomada de decisão e quem fica se compromete realmente com os objetivos da corporação. Curioso que para definir quem fica e quem sai foram considerados critérios comportamentais mais do que aptidões técnicas. Ficou quem tem vontade de aprender/ensinar; tem espirito de equipe; tem integridade e tem capacidade de execução e de lidar com pessoas.

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