Petrobras demite gerente que torrou R$ 120 mi
2009
A estatal Petrobras demitiu por justa causa, depois de abrir um processo administrativo interno, o ex-gerente Geovane de Morais por suspeita de desvio de recursos. Ele gastou, sem licitação nem autorização formal, 120 milhões a mais do limite previsto para o orçamento de sua área. Geovane respondia desde outubro de 2004 pela Gerência de  Comunicação do Abastecimento. A demissão foi notÃcia hoje nos principais jornais do Brasil – e tem rendido posts e mais posts no site criado pela estatal para dar a versão da petrolÃfera sobre casos que lhe dizem respeito (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/).
Uma comissão interna confimou, no inicio de Abril, as evidências de quebra de confiança e de desrespeito aos procedimentos da companhia. A Petrobras decidiu demitir Geovane por justa causa, mas a demissão só pôde ser consumada na semana passada porque o ex-funcionário encontra-se em licença médica desde o final de 2008.
O caso é emblemático pois reforça a tese da reportagem de capa da edição de junho da VOCÊ S/A (O que aprendi com meu erro). A matéria ouviu executivos de RH de pequenas, médias e grandes companhias e traz ainda uma pesquisa com 943 gestores. A conclusão: as organizações perdoam mais do que demitem funcionários por faltas cometidas no dia a dia – óbvio o caso de Geovane, da Petrobrás se enquadra nas faltas graves. Para as empresas, revela a reportagem de VOCÊ S/A, erro grave são os que atentam contra a ética ou afetam gravemente o desempenho financeiro. Diante dessas práticas, só há uma solução: a porta de saÃda. Foi o que aconteu com o ex-gerente da área de Comunicação do Abastecimento da Petrobras.

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