De onde vem a inovação, afinal?

Inovação é palavra de ordem nas empresas nesse momento por conta da crise. Mas, que paradoxo,  muita gente parou de pensar nisso também por conta da crise, falta de investimentos e por aí vai. E como continuar inovando sem dinheiro? Um dos pontos principais é criar a cultura para unir times que agreguem gente criativa e gente que sabe transformar essa criatividade em lucro, algo não muito fácil.  Voltei há pouco de uma apresentação com Darrell Rigby, diretor da consultoria Bain & Company em Boston, sobre o assunto. Criar a cultura que faça o lucro conviver bem com a criatividade e vice-versa é o problema na maioria das empresas hoje.  Um bom exemplo. O estilista Marc Jacobs, que transformou a Louis Vuitton em uma das mais lucrativas grifes do mundo  e fez de sua própria marca uma das mais desejadas do planeta, dá um exemplo disso ao falar sobre o executivo que trabalha ao seu lado em uma entrevista à revista Fortune.  “Marc Jacobs não é Marc Jacobs.  É Marc Jacobs e Robert Duffy (o executivo) ou Robert Duffy e Marc Jacobs, como você quiser colocar”. A questão é que gente criativa como ele nem sempre aceita – ou encontra receptividade – por pessoas que se dão melhor com os números e cifras, como seu homem de negócios. Ao montar uma equipe que tenha o objetivo de ser inovadora, e acho que poucas empresas podem se dar ao luxo de rejeitar essa missão nesses tempos difíceis, é necessário pensar nessa união e na cultura que permitirá que ela aconteça.

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