Sem inglês, nada feito

Hoje cedo estive conversando com dois headhunters, profissionais contratados pelas empresas para encontrar gente adequada para um determinado cargo, e ambos relataram a dificuldade de encontrar pessoas com inglês ou espanhol fluente.

Na hora de preparar o currículo, muita gente diz ter fluência em algum idioma. Mas quando se parte para a entrevista cara a cara com o recrutador, o bate papo na lingua estrangeira é um fiasco. E isso acontece com os jovens e com executivos mais graduados. Segundo os dois caça-talentos, a maioria dos profissionais brasileiros ainda é incapaz de conduzir uma reunião de trabalho em inglês ou espanhol. Por isso, perdem ótimas oportunidades de emprego.

Sobre por que as empresas estão mais exigentes com relação ao perfil dos candidatos, leia: Se o mercado está aquecido porque não me recoloco, http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?m=20101206
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Este mês a VOCÊ S/A traz reportagem de capa com um levantamento exclusivo de vagas de trabalho no Brasil. São 298 mil postos de trabalho de Sul a Norte do Brasil. Vagas de trainee a executivo. Outras conclusões do levantamento de VOCÊ S/A:

- O número total de vagas é 73% maior em relação ao ano passado. Tivemos mais empresas participando: 217 ante 148 em 2010.
- Sudeste continua sendo a locomotiva do país (tem maior oferta de emprego e maior diversidade de áreas). O sul está surfando a onda da classe C (que ganhou 5 milhões de novos integrantes de 2005 para cá) e com isso a industria de alimentos e o varejo estão recrutando a todo vapor. No centro-oeste a novidade é a diversificação das oportunidades que antes estavam concentradas no agronegócio. Agora, as empresas de TI, serviços e de produção de bicombustível são as que mais contratam. 
- Apuramos o dobro de oportunidades de emprego no Nordeste em relação a 2010. Este ano serão abertas 32 720 vagas na região que tem os setores de serviços, construção civil e varejo como motor do crescimento.
- Uma grata surpresa foi o Norte. Nossa pesquisa apurou 9 819 oportunidades de trabalho na região, 115% acima do ano passado. Isso se deve ao maior número de empregadores no Norte do pais e ao maior otimismo dos empregadores da região.

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Inglês ainda é fraco entre executivos

Os executivos brasileiros ainda precisam melhorar sua proficiência na língua inglesa.  Essa deficiência ficou mais evidente nos últimos anos devido a inserção do mundo corporativa brazuca no cenário global. Basta ver o número de empresas nacionais que abriram capital na bolsa de Nova York nos últimos cinco anos. E quantas outras inauguraram operações em outros paises. Para ficar em alguns nomes de empresas que iniciaram operações do outro lado do Atlântico ou no hemisfério Norte: Ambev, Sadia, Marcopolo, Gerdau, Vale….. A lista é longa. E lá fora, a língua oficial no mundo dos negócios é o inglês. Ainda são poucos os executivos brasileiros que seguram uma conference call em inglês com tranquilidade.

Recentemente estive conversando com Paul Oakley, executivo de comunicação da Dow (58 bilhões de faturamento e 46 mil empregados no mundo), multinacional do setor químico. Paul dizia que a Dow Brasil é a atual menina dos olhos da corporação, que tem sede em Midland, Michigan, nos Estados Unidos. Isso porque a participação do Brasil no bolo de receita global de vendas cresceu. Com os americanos da Dow olhando a subsidiária do Brasil mais de perto aumentou o volume de conversações ente os Estados Unidos e o Brasil. E preocupa os americanos, diz Paul, que os executivos da subsidiária brasileira (profissionais com 20, 30 anos de companhia) ainda não sejam capazes de se expressar com naturalidade na língua materna da Dow. Essa questão não é exclusiva da Dow. Na Serasa, que foi adquirida pela Experian (sede em Dublin, na Irlanda) há dois anos, todos os executivos estão sendo “estimulados” a atualizar o inglês. No final de junho, o CIO da Serasa Experian, Dorival Dourado Júnior, foi promovido a vice-presidente executivo de desenvolvimento de produtos de marketing services do Grupo Experian. Dourado assume o posto em setembro próximo, em Costa Mesa, na California (EUA). Antes, porém, fará uma imersão para treinamento, entre outras coisas, na língua do Tio San.

Portanto, se você aspira assumir postos mais altos no mundo corporativo de hoje, coloque o inglês em dia. O executivo brazuca hoje não opera mais só no Brasil.

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