Bônus estratosférico

O banco de investimentos americano Goldman Sachs anunciou, anteontem, seus resultados para o segundo quartil do ano (relativo aos meses de abril, maio e junho): o banco faturou 11. 4 bilhões de dólares. Foi o maior resultado para o período nos 140 anos de história do Goldman. No resto do mundo, inclusive no Brasil onde o banco mantém uma pequena operação, o resultado deixou o círculo financeiro “boquiaberto”. A continuar nessa toada até o final do ano, o Goldman deve pagar um bônus médio aos seus funcionários de 770 mil dólares, pelas contas do próprio banco.

Além de deixar pasma a roda financeira e os analistas do setor, o resultado do Goldman ressuscitou uma série de discussões sobre o modelo de remuneração variável dos bancos, que em tese foi um dos estopins da atual crise financeira mundial. A idéia é que a remuneração variável agressiva estimula os profissionais a assumir riscos cada vez maiores (muitas vezes irresponsáveis, como viemos a saber quando a crise estourou). E o fato de o Goldman contiuar estimulando seus funcionários a continuar tomando risco faz parecer que nada foi aprendido com a crise que ainda está em curso. 

Outro ponto levantado por políticos, formadores de opinião e especialistas que acompanham o setor diz respeito à fortuna que o Goldman (e outros bancos americanos) receberam recentemente do governo Bush (até dezembro de 2008) e Obama. O contribuinte americano viu seu dinheiro escoar para salvar um sistema financeiro que agora demonstra, via resultado do Goldman, grandes lucros. Faz crer que o dinheiro, nesse caso, não era necessário.

Enfim, tem mais sobre o caso nos jornais americanos: http://www.nytimes.com/2009/07/15/business/15goldman.html?bl&ex=1247803200&en=4f6c239061ec1334&ei=5087%0A.

Post to Twitter Tweet This Post