Inglês ainda é fraco entre executivos

Os executivos brasileiros ainda precisam melhorar sua proficiência na língua inglesa.  Essa deficiência ficou mais evidente nos últimos anos devido a inserção do mundo corporativa brazuca no cenário global. Basta ver o número de empresas nacionais que abriram capital na bolsa de Nova York nos últimos cinco anos. E quantas outras inauguraram operações em outros paises. Para ficar em alguns nomes de empresas que iniciaram operações do outro lado do Atlântico ou no hemisfério Norte: Ambev, Sadia, Marcopolo, Gerdau, Vale….. A lista é longa. E lá fora, a língua oficial no mundo dos negócios é o inglês. Ainda são poucos os executivos brasileiros que seguram uma conference call em inglês com tranquilidade.

Recentemente estive conversando com Paul Oakley, executivo de comunicação da Dow (58 bilhões de faturamento e 46 mil empregados no mundo), multinacional do setor químico. Paul dizia que a Dow Brasil é a atual menina dos olhos da corporação, que tem sede em Midland, Michigan, nos Estados Unidos. Isso porque a participação do Brasil no bolo de receita global de vendas cresceu. Com os americanos da Dow olhando a subsidiária do Brasil mais de perto aumentou o volume de conversações ente os Estados Unidos e o Brasil. E preocupa os americanos, diz Paul, que os executivos da subsidiária brasileira (profissionais com 20, 30 anos de companhia) ainda não sejam capazes de se expressar com naturalidade na língua materna da Dow. Essa questão não é exclusiva da Dow. Na Serasa, que foi adquirida pela Experian (sede em Dublin, na Irlanda) há dois anos, todos os executivos estão sendo “estimulados” a atualizar o inglês. No final de junho, o CIO da Serasa Experian, Dorival Dourado Júnior, foi promovido a vice-presidente executivo de desenvolvimento de produtos de marketing services do Grupo Experian. Dourado assume o posto em setembro próximo, em Costa Mesa, na California (EUA). Antes, porém, fará uma imersão para treinamento, entre outras coisas, na língua do Tio San.

Portanto, se você aspira assumir postos mais altos no mundo corporativo de hoje, coloque o inglês em dia. O executivo brazuca hoje não opera mais só no Brasil.

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