Sem inglês, nada feito
2011
Hoje cedo estive conversando com dois headhunters, profissionais contratados pelas empresas para encontrar gente adequada para um determinado cargo, e ambos relataram a dificuldade de encontrar pessoas com inglês ou espanhol fluente.
Na hora de preparar o currículo, muita gente diz ter fluência em algum idioma. Mas quando se parte para a entrevista cara a cara com o recrutador, o bate papo na lingua estrangeira é um fiasco. E isso acontece com os jovens e com executivos mais graduados. Segundo os dois caça-talentos, a maioria dos profissionais brasileiros ainda é incapaz de conduzir uma reunião de trabalho em inglês ou espanhol. Por isso, perdem ótimas oportunidades de emprego.
Sobre por que as empresas estão mais exigentes com relação ao perfil dos candidatos, leia: Se o mercado está aquecido porque não me recoloco, http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?m=20101206
———-
Este mês a VOCÊ S/A traz reportagem de capa com um levantamento exclusivo de vagas de trabalho no Brasil. São 298 mil postos de trabalho de Sul a Norte do Brasil. Vagas de trainee a executivo. Outras conclusões do levantamento de VOCÊ S/A:
- O número total de vagas é 73% maior em relação ao ano passado. Tivemos mais empresas participando: 217 ante 148 em 2010.
- Sudeste continua sendo a locomotiva do país (tem maior oferta de emprego e maior diversidade de áreas). O sul está surfando a onda da classe C (que ganhou 5 milhões de novos integrantes de 2005 para cá) e com isso a industria de alimentos e o varejo estão recrutando a todo vapor. No centro-oeste a novidade é a diversificação das oportunidades que antes estavam concentradas no agronegócio. Agora, as empresas de TI, serviços e de produção de bicombustível são as que mais contratam.
- Apuramos o dobro de oportunidades de emprego no Nordeste em relação a 2010. Este ano serão abertas 32 720 vagas na região que tem os setores de serviços, construção civil e varejo como motor do crescimento.
- Uma grata surpresa foi o Norte. Nossa pesquisa apurou 9 819 oportunidades de trabalho na região, 115% acima do ano passado. Isso se deve ao maior número de empregadores no Norte do pais e ao maior otimismo dos empregadores da região.

Commentário