Mais empregos fora do Sudeste

Faz algum tempo que os números do IBGE mostram que está em curso uma descentralização da oferta de emprego. Antes restrita ao Sudeste, as novas vagas para profissionais com qualificação de nível superior têm sido criadas em estados do Nordeste e Sul, principalmente. No ano passado, segundo o IBGE, a maioria dos postos de trabalho para profissionais de nível superior foi criada no Pernambuco e no Paraná.

As cidades que mais têm se beneficiado desse movimento são Recife e Curitiba – e as respectivas regiões metropolitanas dessas capitais. O segmento de serviços e a indústria têm sido as geradoras das novas oportunidades de emprego. Para citar apenas dois exemplos de grandes investimentos em andamento na região metropolitana de Recife, estão em construção a fábrica da farmacêutica Novartis e o segundo complexo da Fiat no Brasil (o primeiro construído no país tem como sede Betim, em Minas Gerais). A Novartis está construindo uma fábrica de vacinas em Jaboatão dos Guararapes. A planta deve entrar em operação em 2014, mas os empregos já estão sendo criados em função do investimento de 300 milhões de dólares nas obras para a construção do complexo fabril. Os postos de trabalho para gente mais bem capacitada respondem por 120, sendo que parte dessa turma será treinada nas unidades da Novartis nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Itália.

Já o projeto da Fiat em Goiana (PE), um investimento de 3 bilhões de reais, deve beneficiar 6.782 trabalhadores de 13 municípios pernambucanos. A montadora pretende capacitar cerca de 4,5 mil destes trabalhadores para atuar posteriormente na fabrica automotiva, que terá capacidade de produção de até 250 mil unidades por ano. O complexo (com centro de capacitação de mão de obra, centro de desenvolvimento tecnológico e pista de teste) deve entrar em operação em julho de 2013. A Fiat também manterá um centro logístico no porto de Suape.

No Paraná, a maioria dos empregos gerados vem da indústria automotiva, informática, eletroeletrônicos e indústria da beleza. No segmento de serviços, destaque para as pequenas e médias empresas (que vem sofrendo enorme profissionalização) e consultorias, que têm absorvido parte dos jovens que saem das universidades locais.

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Finanças e carreira são foco do brasileiro em 2012

A pedido da VOCÊ S/A, o especialista em gestão do tempo Christian Barbosa realizou uma pesquisa para saber quais são os planos do brasileiro para 2012. A sondagem foi realizada pela internet, de novembro a dezembro, e teve 1.872 respondentes (55% homens e 45% mulheres), com média de idade de 32 anos, de 26 estados brasileiros. Nove em cada dez respondentes estava empregada quando respondeu à pesquisa. À julgar por essa amostra, a carreira e as finanças são o foco do brasileiro em 2012. Na avaliação dos respondentes, esses são os itens de maior atenção este ano. No Brasil, o cenário interno continua apontando para ótimas oportunidades de carreira, mesmo considerando um crescimento econômico ligeiramente menor em relação aos dois últimos anos. A nota negativa, considerando o item carreira, se deve à desaceleração no número de contratações, principalmente nos setores sensíveis ao desempenho do mercado internacional. Estou falando de empresas que dependem de exportação ou de investimentos estrangeiros para operar no Brasil. Empresas cujo foco é o mercado interno (redes varejistas e industria de alimentos e bebidas, por exemplo) seguem recrutando muita gente.

Nas finanças, há razão para se preocupar em virtude da volatilidade do mercado que afeta o valor das ações, a cotação do dólar e a rentabilidade das diferentes alternativas de aplicação. Em entrevista à revista Você S/A, edição de janeiro (que está nas bancas), Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), diz que o ano “não vai ser ruim, vai ser menos brilhante.” Na avaliação do economista, é hora do brasileiro frear o ímpeto consumista e poupar para investir. Sobretudo em período de incertezas, é um sábio conselho. Agora, se você está com dinheiro guardado e busca formas de rentabilizar ele, vale o conselho do Gustavo Cerbasi (pra quem, considerando a perspectiva do investidor, 2011 foi um ano entediante): “É justamente quando as aplicações não parecem ser a bola da vez que devemos nos esforçar no garimpo das alternativas baratas e com potencial de valorização.”

Voltando às conclusões da pesquisa realizada por Christian Barbosa, dentre os 1.872 respondentes, 48% consideraram o ano de 2011 excelente para a carreira. A administração do tempo, por outro lado, foi o ponto baixo. Três em cada dez profissionais classificaram como péssimo a gestão do próprio tempo. Em outras palavras, trabalharam muito e dedicaram pouco tempo à familia e ao lazer. Para 2012: 95% dos brasileiros estão otimistas com relação ao ano que se inicia (pelo menos essa era a percepção em novembro-dezembro). E o que mais preocupa os brasileiros em 2012?
1) Finanças;
2) Carreira;
3) Continuar sem tempo para a família e o lazer.

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