Mais empregos fora do Sudeste

17 jan
2012

Faz algum tempo que os números do IBGE mostram que está em curso uma descentralização da oferta de emprego. Antes restrita ao Sudeste, as novas vagas para profissionais com qualificação de nível superior têm sido criadas em estados do Nordeste e Sul, principalmente. No ano passado, segundo o IBGE, a maioria dos postos de trabalho para profissionais de nível superior foi criada no Pernambuco e no Paraná.

As cidades que mais têm se beneficiado desse movimento são Recife e Curitiba – e as respectivas regiões metropolitanas dessas capitais. O segmento de serviços e a indústria têm sido as geradoras das novas oportunidades de emprego. Para citar apenas dois exemplos de grandes investimentos em andamento na região metropolitana de Recife, estão em construção a fábrica da farmacêutica Novartis e o segundo complexo da Fiat no Brasil (o primeiro construído no país tem como sede Betim, em Minas Gerais). A Novartis está construindo uma fábrica de vacinas em Jaboatão dos Guararapes. A planta deve entrar em operação em 2014, mas os empregos já estão sendo criados em função do investimento de 300 milhões de dólares nas obras para a construção do complexo fabril. Os postos de trabalho para gente mais bem capacitada respondem por 120, sendo que parte dessa turma será treinada nas unidades da Novartis nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Itália.

Já o projeto da Fiat em Goiana (PE), um investimento de 3 bilhões de reais, deve beneficiar 6.782 trabalhadores de 13 municípios pernambucanos. A montadora pretende capacitar cerca de 4,5 mil destes trabalhadores para atuar posteriormente na fabrica automotiva, que terá capacidade de produção de até 250 mil unidades por ano. O complexo (com centro de capacitação de mão de obra, centro de desenvolvimento tecnológico e pista de teste) deve entrar em operação em julho de 2013. A Fiat também manterá um centro logístico no porto de Suape.

No Paraná, a maioria dos empregos gerados vem da indústria automotiva, informática, eletroeletrônicos e indústria da beleza. No segmento de serviços, destaque para as pequenas e médias empresas (que vem sofrendo enorme profissionalização) e consultorias, que têm absorvido parte dos jovens que saem das universidades locais.

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Finanças e carreira são foco do brasileiro em 2012

11 jan
2012

A pedido da VOCÊ S/A, o especialista em gestão do tempo Christian Barbosa realizou uma pesquisa para saber quais são os planos do brasileiro para 2012. A sondagem foi realizada pela internet, de novembro a dezembro, e teve 1.872 respondentes (55% homens e 45% mulheres), com média de idade de 32 anos, de 26 estados brasileiros. Nove em cada dez respondentes estava empregada quando respondeu à pesquisa. À julgar por essa amostra, a carreira e as finanças são o foco do brasileiro em 2012. Na avaliação dos respondentes, esses são os itens de maior atenção este ano. No Brasil, o cenário interno continua apontando para ótimas oportunidades de carreira, mesmo considerando um crescimento econômico ligeiramente menor em relação aos dois últimos anos. A nota negativa, considerando o item carreira, se deve à desaceleração no número de contratações, principalmente nos setores sensíveis ao desempenho do mercado internacional. Estou falando de empresas que dependem de exportação ou de investimentos estrangeiros para operar no Brasil. Empresas cujo foco é o mercado interno (redes varejistas e industria de alimentos e bebidas, por exemplo) seguem recrutando muita gente.

Nas finanças, há razão para se preocupar em virtude da volatilidade do mercado que afeta o valor das ações, a cotação do dólar e a rentabilidade das diferentes alternativas de aplicação. Em entrevista à revista Você S/A, edição de janeiro (que está nas bancas), Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), diz que o ano “não vai ser ruim, vai ser menos brilhante.” Na avaliação do economista, é hora do brasileiro frear o ímpeto consumista e poupar para investir. Sobretudo em período de incertezas, é um sábio conselho. Agora, se você está com dinheiro guardado e busca formas de rentabilizar ele, vale o conselho do Gustavo Cerbasi (pra quem, considerando a perspectiva do investidor, 2011 foi um ano entediante): “É justamente quando as aplicações não parecem ser a bola da vez que devemos nos esforçar no garimpo das alternativas baratas e com potencial de valorização.”

Voltando às conclusões da pesquisa realizada por Christian Barbosa, dentre os 1.872 respondentes, 48% consideraram o ano de 2011 excelente para a carreira. A administração do tempo, por outro lado, foi o ponto baixo. Três em cada dez profissionais classificaram como péssimo a gestão do próprio tempo. Em outras palavras, trabalharam muito e dedicaram pouco tempo à familia e ao lazer. Para 2012: 95% dos brasileiros estão otimistas com relação ao ano que se inicia (pelo menos essa era a percepção em novembro-dezembro). E o que mais preocupa os brasileiros em 2012?
1) Finanças;
2) Carreira;
3) Continuar sem tempo para a família e o lazer.

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Empresas chatas

03 nov
2011

Por que as empresas se tornaram ambientes tão chatos para trabalhar?
Essa é uma pergunta que tenho ouvido com certa frequencia de profissionais de várias idades, de altos executivos a gerentes. Um executivo de 60 anos, empreendedor que vendeu sua empresa de tecnologia para um grande banco e foi trabalhar no banco como líder da área de crédito, diz que está insuportável trabalhar numa grande corporação hoje. “O alto escalão está apenas interessado na manutenação do status quo. Não quer inovar, não quer tomar risco, não quer melhorar. Fazem o suficiente para garantir seus bônus.” Segundo esse executivo, o ambiente de negócios no Brasil dos anos 80 e 90 era bem mais estimulante. “Você era obrigado a ser arrojado. Era isso ou fechar a portinha da empresa.” O mesmo executivo pediu demissão e teve de deixar na mesa de negociação parte das ações a que teria direito ao fim de cinco anos. Como ele rompeu o contrato no terceiro ano, perdeu o direito de exercício das ações.

Outro jovem executivo de uma empresa de logística que encontrei dia desses no Insper, escola de economia e administração de São Paulo, afirma estar cansado do jogo político das grandes empresas. Segundo ele, gasta-se mais energia no mise-en-scène do que buscando soluções que vão levar o negócio ao próximo ciclo de prosperidade. O jovem profissional está na escola buscando novos conhecimentop para em breve dizer adeus ao atual empregador. No último fim de semana participei de um evento no Hub São Paulo. O Hub é um espaço de profissionais autonomos, das mais variadas áreas de formação, que prestam serviço para organizações de diversos portes. Grande parte desses profissionais qualificados já passou por grandes corporações. Nenhum deles, aspira voltar ao mundo corporativo. Uma frase que ouvi lá de um jovem profissional de TI, ex-trainee de uma empresa de bens de consumo: “As empresas são ambientes pobres de aprendizado. Hoje tem mais gente fazendo coisa mais legal aqui fora”

O executivo sênior deixou a empresa. O mais jovem está se preparando para trocar de companhia. O ex-trainee que conheci no Hub nem considera a possibilidade de voltar a trabalhar numa corporação. Todos se queixam do ambiente de trabalho. Um email que recebi essa semana dá outro exemplo de como as coisas vão mal nas grandes organizações. Quem escreve é o analista de redes Walter Marcelo, profissional capacitado com passagem por empresas como Telefônica, Eletrobrás, Siemens e Embratel. Walter desistiu de participar do processo de seleção na última etapa do recrutamento, pois julgou a empresa inapropriada diante do que ele viu lá. Ele lista os motivos abaixo:
- Gestor não sabia para qual vaga estava fazendo a entrevista
- Gestor relatou problemas de relacionamento com a equipe, mostrando uma equipe dividida entre operadores e analistas
- A vaga anunciada era para analista pleno e no fim a avaliação era para analista júnior

Ao fazer essas observações para o RH, Walter relata ter recebido a seguinte resposta: ”Ali é a porta de saída. Você já esteve aqui antes, sabe onde é a portaria.” Como você definiria o ambiente de trabalho da empresa para a qual Walter estava sendo recrutado?

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Os jovens advogados têm mais opção

18 out
2011

Conheci um escritório de advocacia, de 100 funcionários, formado há seis meses, por oito sócios, sete deles são dissidentes do Felsberg e Associados, uma das grandes bancas de São Paulo. Ao contrário dos grandes escritórios, alguns deles conhecidos por moedores de carne, esse vende uma filosofia de cuidado com as pessoas e distribuição do resultado, dinheiro mesmo, de forma mais honesta com o funcionário. O primeiro ponto que me chamou a atenção foi que, de fato, a gestão de pessoas está se tornando um assunto de advogados. Uma matéria da VOCÊ RH deste mês, revista irmão da VOCÊ S/A, trata do assunto.

O segundo ponto que me chamou a atenção, foi que o escritório montado pelos oito sócios está quebrando o paradigma da timesheet, como se diz no meio, que nada mais é do que o modelo de remuneração dos advogados. Tradicionalmente, o advogado trabalha por hora. A remuneração fixa e a variável, o bônus, dele considera o montante de horas dedicada ao cliente.

O problema desse modelo é que ele cria uma competição tremenda pelos contratos (processos) que demandam mais horas, leva o advogado a praticas levianas como cobrar por horas extras sem que elas tenham sido efetivamente prestadas e desencoraja o trabalho em equipe.

Para os advogados mais jovens esse modelo é duplamente prejudicial. Primeiro porque sobram para eles os contratos (processos) que desinteressam aos advogados sêniores. Segundo porque os sócios (líderes) não perdem tempo (ou gastam suas horas) treinando os mais jovens. Isso por que ao treinar o jovem advogado ele está 1) investindo seu tempo (algo que na cabeça de muitos advogados deveria ser dispendido ganhando mais dinheiro) e 2) criando um concorrente (se o sênior treina o júnior, amanhã este pode pegar o seu lugar).

Achei interessante que um grupo de advogados tenha olhado para esse sistema e ache isso bizarro a ponto de romper com o antigo empregador e criar um novo escritório. 

No último ano, houve uma onda de cisões nos grandes escritórios de advocacia. Surgiram dezenas de novas butiques de direito e escritórios menores, como o que descrevi acima, formados por ex-advogados do Demarest, Pinheiro Neto, Sérgio Bermudes. Isso é bom, pois cria oportunidade de emprego para os jovens advogados, que têm mais opção de escolher um trabalho que se adeque ao seu perfil. As grandes bancas oferecem prestigio para quem se destaca, boa remuneração (a partir do nível de sócio) e visibilidade no meio jurídico. Os novos escritórios também querem poder oferecer esses diferenciais. Com o adicional que eles querem ser um bom lugar para trabalhar.

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As pontocom brasileiras

04 out
2011

Enquanto nos Estados Unidos se discute se as empresas do universo digital, as ponto com, estão vivendo uma bolha que cedo ou tarde vai estourar, no Brasil elas continuam surgindo, atraindo investimentos e recrutando mais e mais gente. Na semana passada, estive conversando com a diretora de comunicação do Peixe Urbano, site de compras coletivas fundado há pouco mais de um ano e meio, por três colegas (brasileiros que residiam nos Estados Unidos e regressaram para o Brasil, sede fica no Rio de Janeiro). Fiquei impressionado. Em menos de 24 meses, o Peixe Urbano ganhou musculatura (tem hoje 800 funcionários), abrangência (está em diversas metrópoles brasileiras) e até se internacionalizou – tem operação na Argentina e México. Parentese, o México é a nova meca dos empresários-investidores brasileiros. Pra lá estão indo, ou já foram, de empresas de comesméticos às startups de tecnologia. De volta ao Peixe Urbano, as contratações lá acontecem a velocidade de duas pessoas por dia. Concorrente do Peixe Urbano, o Groupon também está em franca expansão e busca jovens com sede por tecnologia. Por trás dessas e outras empresas brasileiras ponto com está o fundo americano Tiger Global Management, que também tem recursos aplicados na CathoOnline, Manager, entre outros. 

Porém, nenhum dos empreendedores pontocom tem feito tanto barulho quanto o quieto Márcio Kumruian, presidente da Netshoes. A empresa de comércio eletrônico de artigos esportivos abriu operação na Argentina recentemente, mas Marcio só pensa mesmo em entrar no mercado americano.  Assim como o Peixe Urbano, a Netshoes também está contratando. Há pelo menos 70 posições abertas.

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Para ler

06 set
2011

O colega de blog, Marcelo Cuellar, que trabalha com recrutamento de executivos, fez um post recente em que trata da preparação para a próxima etapa da carreira. Ele abordou o assunto sob a perspectiva dos profissionais com mais de 50 anos. Achei interessante compartilhar, pois meus posts recentes tratam sobre esse perfil de trabalhador. Leia o post do Cuellar: http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=3121

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Os paradoxos do mercado

05 set
2011

Nos comentários ao último post, há questões muito interessantes. O comentário do Alisson diz respeito ao paradoxo do pleno emprego: se a taxa de desemprego é tão baixa, por que não estão todos os que procuram emprego empregados? Para simplificar a resposta: porque nem todos os que procuram emprego estão em condições de trabalhar.

Outro comentário interessante é o da Adriana e diz respeito ao paradoxo da experiência. Esse sim um desafio que as empresas terão de encarar. A Adriana é uma profissional experiente na sua área, formada economia com pós graduação em marketing, e não consegue emprego porque tem 52 anos. Os RHs não dizem publicamente que tem resistência em contratar profissionais mais velhos, mesmo sabendo que as empresas precisam e valorizam profissionais qualificados e com experiência em seu campo de atividade. É uma questão de custo. Profissionais mais velhos e experientes são mais caros.

Há mudanças demográficas ocorrendo no Brasil que no médio prazo vão exigir que as empresas mudem sua forma de pensar sobre a contratação dos mais velhos – se hoje eles são preteridos é bem provável que se tornem alvo dos RHs. Veja algumas tendências demográficas relevantes para a composição da força de trabalho no Brasil. São conclusões de um estudo recém elaborado pela Macroplan, consultoria especializada em cenários econômicos e  planejamento estratégico:

  • Em 2030 a população no país deverá contar com 209,1 milhões de pessoas
  • O Brasil caminha para uma pirâmide etária de base mais estreita – menos jovens e mais idosos. Alguns grupos já estão experimentando taxas negativas de crescimento (abaixo de 30 anos) e outros seguirão esta tendência
  •  A taxa de fecundidade total seguirá em decréscimo 
  • A PIA (população em idade ativa – 15 anos ou mais) cresce até 2030, depois diminui.
  • A PIA adulta (30-44 anos) ficará estável até 2040, mas com acréscimo em valores absolutos.
  • A PIA madura e idosa será o segmento que irá crescer tanto em valores absolutos quanto na sua participação no total da população

Já há algumas poucas empresas recrutando profissionais com mais de 50. Alguns exemplos: a Novelis, fabricante de lâminas de alumínio (para os postos de engenharia); a Chemtech, do setor de óleoa e gás (para os postos de especialistas). Na edição de agosto deste ano demos matéria a respeito. A demanda por qualificação e experiência e a necessidade de capacitar os mais jovens são os motivos que lavaram as companhias a recrutar os profissionais seniores.

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Pleno emprego não é igual a emprego fácil

22 ago
2011

Todos os dias recebemos ao menos um email de leitor reclamando do nível de exigência dos RHs e do aparente paradoxo que há neste momento no mercado de trabalho. A linha de raciocinio é a seguinte: se falta gente qualificada e o Brasil opera a pleno emprego, por que tenho dificuldade em encontrar um vaga? Considerando os leitores da VOCÊ S/A, estamos falando de leitores das classes A e B – profissionais qualificados, em tese. Dois depoimentos:

“O RH exige alta qualificação, domínio de línguas e experiências variadas em cargos-chave em empresas grandes. Com todos esses filtros fica muito dificil se adequar ao perfil da vaga e ainda pagam muito mal por tudo isso”, diz o carioca Bruno Tostes de Aguiar, de 29 anos.
Outro email, este do veterinário e técnico agrícola Paulo Roberto Xavier, que viva na região de Curitiba, no Paraná:

“Possuo experiência profissional e vivência no agronegócio de décadas. Encaminhei meu CV para a maioria das empresas de recolocação e só recebo polidas e informatizadas respostas automáticas”.  Existe mesmo um apagão de candidatos? – pergunta ele.

O leitor fica de fato exposto a informações conflintantes. A taxa de desemprego nunca foi tão baixa. Numericamente, para a maioria das carreiras, há gente apta para o trabalho, pelo menos para os níveis iniciais. Ainda assim, há vagas, dizem os RHs, que ficam abertas por meses.

Temos falado sobre o assunto na redação e temos publicado matérias que tratam sobre essas incoerências. Um exemplo: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/superqualificados-ignorados-624523.shtml?comments=yes 

Agora, as empresas estão mais seletivas, é verdade. A explicação para isso, veja no Blog do Marcelo Cuellar, no site da VOCÊ S/A: http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?s=recoloco

Outra coisa, há mais oportunidades para quem está disposto a se mexer. Nos últimos anos, as oportunidades de emprego, antes concentradas no Sudeste, estão postas em diversas regiões do país. O leitor pode ler mais sobre o assunto e ver seus efeitos em: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sao-paulo-e-rio-passam-a-exportar-moradores,745288,0.htm

Os recrutadores reclamam da dificuldade que tem para mover candidatos de uma posição geográfica para outra. Em geral, além do salário e dos beneficios tradicionais têm de oferecer beneficios adicionais. O mais básico é bancar o custo de moradia, de três a seis meses. As vezes, até a escola dos filhos entra na negociação. E não estamos falando de cargos para o alto escalão. O brasileiro se move muito pouco para trabalhar, se compararmos com a realidade dos americanos e europeus.

Se você procura emprego e tem tido dificuldade em se recolocar, qual o feedback que tem ouvido nas entrevistas de emprego?

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Seu tíquete refeição perdeu valor

10 jun
2011

No último ano, o vale refeição do trabalhador brasileiro perdeu valor na hora de pagar a conta no caixa do restaurante. Uma reportagem da edição de junho da VOCÊ S/A trata sobre a questão e mostra as cidades mais caras do país e as mais baratas para se comer fora. Na entrevista abaixo, Marco Aurélio Chinatto, coordenador de Inteligência de Mercado da CBSS, operadora de cartões eletrônicos de refeição e alimentação, explica os motivos da alta com base no estudo, publicado na edição de julho da VOCÊ S/A, feito pelo Datafolha a pedido da CBSS.

VOCÊ S/A Qual a explicação para o preço médio da refeição completa no Brasil ter superado em até três vezes o índice da inflação?
Marco Aurélio O aumento do preço médio de refeição é explicado principalmente pela evolução, acima da inflação, do custo dos alimentos. O Índice Visa Vale de Preço Médio de Refeição 2010 foi elaborado com base em pesquisa realizada em outubro de 2009, e a coleta de dados da pesquisa edição 2011 ocorreu entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. Nesse intervalo, enquanto o IPCA registrou uma evolução de 7,62%, a alimentação feita em casa ficou 12,3% mais cara e a fora de casa 13%. O consumidor brasileiro está desenvolvendo cada vez mais a cultura de comer fora de casa, o que aumenta a demanda e, consequentemente, os preços. Outros fatores que contribuíram diretamente para esse crescimento foram a criação de 2,8 milhões de novos empregos formais em 2010 (dados do Ministério do Trabalho / CAGED), o que incrementou a demanda e o poder aquisitivo do trabalhador, e os novos investimentos do governo em regiões carentes.Percebemos inclusive uma mudança no perfil da oferta. Houve crescimento na participação do self-service entre os restaurantes (57% para 64%), o que aumentou o valor médio da alimentação fora de casa. Ao mesmo tempo, os pratos comerciais, que são as opções mais baratas, ficaram 30% mais caros.

Por que o preço médio na região Sudeste é maior em relação às demais regiões do país?  Em tese com ampla oferta de restaurantes e diversidade de fornecedores no Sudeste, o preço deveria ser mais baixo, não?
A região Sudeste é a que concentra a população com maior poder aquisitivo do país. Por consequência, a que tem mais condições para arcar com os custos de se comer fora de casa. Os Estados da região – a mais populosa do Brasil – concentram ainda os maiores salários e grandes empresas, o que aumenta a demanda e reflete diretamente nos preços cobrados por bares e restaurantes. Vale lembrar que o custo dos estabelecimentos com matéria-prima, mão-de-obra e aluguel também são mais elevados no Sudeste em relação às outras regiões do país. A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE, mostrou também que, há mais de dois anos, as famílias da região Sudeste já eram as que mais gastavam com alimentação fora de casa, destinando 37,2% dos gastos familiares com alimentação a idas a restaurantes e bares.

O que explica a alta de quase 30% no Norte e Centro-Oeste, de 2010 para 2011, no valor médio do prato?
O aquecimento econômico dessas regiões foi o principal fator que contribuiu para o aumento no valor médio da refeição. Os estados do Norte e do Centro-Oeste são, inclusive, os que registraram as maiores taxas de crescimento populacional do País no Censo 2010, com 2,09% e 1,91%, respectivamente. A chegada de indústrias de setores aquecidos como o de agronegócios, entre outros, a essas localidades vem atraindo um número considerável de pessoas e provocando uma mudança nos hábitos de alimentação da população. De 2010 para 2011, o preço da refeição completa nessas regiões subiu 22,53%, o maior crescimento registrado. O aumento do preço dos alimentos, a ampliação dos investimentos do governo e o crescimento econômico acelerado são alguns dos fatores que contribuíram para essa variação. Na pesquisa realizada pela CBSS, foram abordados os municípios de Manaus, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá e Belém. A capital federal se destacou com um crescimento de 37,3% no valor da refeição completa, principalmente porque possui menor incidência de restaurantes que oferecem o prato tipo comercial.

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Gringos: Brasil é opção de emprego

16 mar
2011

Desde o final de 2008, os profissionais estrangeiros têm aterrisado por aqui com maior frequência (leia Estrangeiros no Brasil). Eles chegam ao país em busca de oportunidades de trabalho que não encontram em solo patrio. Nos Estados Unidos a taxa de desemprego está em 10%, o dobro da registrada nos tempos de prosperidade, de 1995 a 2007, e na Europa há países como Espanha e Portugal cujas taxas de desemprego estão na casa dos 20%, mais do que o dobro do indice de cinco anos atrás.

No mês passado, a revista Visão, que é editada em Portugal e circula por diversos países da Europa, publicou em sua edição de fevereiro uma reportagem de capa muito interessante, conclamando os jovens portugueses para que deixem Portugal rumo aos países com melhores indicadores econômicos e, por consequência, com melhores oportunidades de trabalho. Veja capa da publicação abaixo.

VISÃO, edição 938, 24 Fevereiro 2011

Segundo a publicação, há 75,6 mil jovens portugueses formados e sem emprego (o que para lá é um número assombroso) - a taxa de desemprego entre os jovens portugueses até 24 anos é de 23%. Enquanto isso, diz a publicação, há no Brasil 60 mil vagas para engenheiros só em 2011. Nossas escolas, diz a reportagem de Visão, só formam metade desse efetivo. O Brasil, diz a reportagem, é a terra das oportunidades – e não apenas para os engenheiros, diz a revista, mas também para arquitetos e gestores.

De fato, há mais profissionais estrangeiros no Brasil. O número de vistos de trabalhos emitidos para estrageiros aumentou. A vinda dos gringos para cá é bom para o país, para as empresas daqui e para os profissionais brasileiros. Eles, os estrangeiros,  trazem na mala muito know how, uma cultura de trabalho diferente da nossa e, como vem numa situação adversa, têm muita vontade de compartilhar com os brasileiros.

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