Comece com as perguntas certas

18 out
2010

Por hábito, nos sentimos muito mais importantes quando sabemos a resposta para uma pergunta. Logo, saber a reposta para muitas perguntas significa ser considerado uma pessoa muito inteligente, “antenada”. Pode ser. Gente informada faz bem e agrega valor, mas nem sempre têm as opiniões capazes de realmente fazê-lo refletir.

Por influência de pai professor e mãe advogada, duas profissões para as quais a resposta certa nem sempre é a melhor, cresci acreditando em outra filosofia de vida. Para mim, aprende mais quem pergunta. Em outras palavras, prefiro ser feliz a ter sempre razão. Acho que li isso em algum lugar, mas não me lembro onde. Perguntar, questionar e refletir diante das decisões (tomadas ou não) me é mais útil.

Você provavelmente questiona e discute muito do seu cotidiano com sua família e amigos. Onde passou as férias? Gosta de música? O que tem lido? Em quem vai votar? Certo, mas em se tratando de finanças pessoais, você é dos que gosta mais de perguntar ou responder? Antes de tentar se lembrar da última vez em que o assunto foi abordado, responda rápido: quando o assunto é dinheiro, você faz as perguntas certas?

“Por que ganho tão pouco?” talvez seja a questão mais recorrente nos lares e ambientes de trabalho. A pergunta é pesada, tem um tom negativo e depreciativo. Que reflexões e atitudes ela nos incentiva a tomar? Discutir com o chefe, reclamar da empresa para os amigos e endividar-se para consumir são consequências frequentes. Pensamentos tristes e um choque amargo de realidade surgem depois que esta questão é proferida. Ela não nos faz sonhar.

Mude o enfoque. Experimente algo como “Como me organizar e ter qualidade de vida com o que ganho?” e também “Como aumentar minha renda e garantir um futuro melhor?”. As associações vindas destas questões são mais alegres, têm mais significado e possibilitam a determinação de um plano de ação, de realmente agir para mudar a realidade e viver melhor.

A mudança na reação é clara. Faça o exercício, responde às questões propostas no parágrafo anterior. Eu ajudo: começar a controlar meu dinheiro, sair das dívidas, anotar receitas e despesas, passar mais tempo com minha família, investir parte do meu capital, aprender inglês e espanhol, avaliar a possibilidade de realizar um MBA, abrir um negócio próprio e por ai vai. As perguntas certas fazem você se mexer.

Eu poderia comentar pelo menos uma dezena de perguntas sobre finanças visivelmente fora de escopo. “Por que será que nunca dou a sorte de ser sorteado no título de capitalização em que investi no banco?” é clássica. Quem disse que título de capitalização é investimento? Você sabe como o produto funciona? A pergunta certa deve ser “Quais as alternativas de investimento disponíveis para pouco dinheiro? Como posso conhecê-las?”.

Aceite que você não é uma vítima de sua realidade financeira. Pelo contrário, é o grande responsável por ela. Isso faz muita diferença. É comum notar famílias tratando o dinheiro como um tabu sem se dar conta. Isso acontece porque, mesmo que inconscientemente, é natural associar ao dinheiro pensamentos negativos e perguntas erradas. Fica a impressão de que sonhar é um pecado quando o presente tem cheiro de milagre. Logo logo o dinheiro se torna sinônimo de problema.

Assumir uma postura adulta em relação ao tema e dar exemplo costuma facilitar a abordagem familiar. Falar de dinheiro de forma natural, abrir o jogo sobre as finanças da família e trabalhar o compromisso de todos com as metas e objetivos naturalmente eleva a qualidade das reflexões, trazendo à tona as perguntas certas. Tenho mais a dizer sobre isso, assista o video

Começar com as perguntas certas encurta a distância entre você e seus objetivos na medida em que constrói cumplicidade familiar e incentiva a discussão sadia sobre finanças pessoais em casa e no trabalho.

Siga-me no Twitter: @Navarro. Até a próxima.

Bookmark and Share

Post to Twitter Tweet This Post

Comece com as perguntas certas

18 out
2010

Por hábito, nos sentimos muito mais importantes quando sabemos a resposta para uma pergunta. Logo, saber a reposta para muitas perguntas significa ser considerado uma pessoa muito inteligente, “antenada”. Pode ser. Gente informada faz bem e agrega valor, mas nem sempre têm as opiniões capazes de realmente fazê-lo refletir.

Por influência de pai professor e mãe advogada, duas profissões para as quais a resposta certa nem sempre é a melhor, cresci acreditando em outra filosofia de vida. Para mim, aprende mais quem pergunta. Em outras palavras, prefiro ser feliz a ter sempre razão. Acho que li isso em algum lugar, mas não me lembro onde. Perguntar, questionar e refletir diante das decisões (tomadas ou não) me é mais útil.

Você provavelmente questiona e discute muito do seu cotidiano com sua família e amigos. Onde passou as férias? Gosta de música? O que tem lido? Em quem vai votar? Certo, mas em se tratando de finanças pessoais, você é dos que gosta mais de perguntar ou responder? Antes de tentar se lembrar da última vez em que o assunto foi abordado, responda rápido: quando o assunto é dinheiro, você faz as perguntas certas?

“Por que ganho tão pouco?” talvez seja a questão mais recorrente nos lares e ambientes de trabalho. A pergunta é pesada, tem um tom negativo e depreciativo. Que reflexões e atitudes ela nos incentiva a tomar? Discutir com o chefe, reclamar da empresa para os amigos e endividar-se para consumir são consequências frequentes. Pensamentos tristes e um choque amargo de realidade surgem depois que esta questão é proferida. Ela não nos faz sonhar.

Mude o enfoque. Experimente algo como “Como me organizar e ter qualidade de vida com o que ganho?” e também “Como aumentar minha renda e garantir um futuro melhor?”. As associações vindas destas questões são mais alegres, têm mais significado e possibilitam a determinação de um plano de ação, de realmente agir para mudar a realidade e viver melhor.

A mudança na reação é clara. Faça o exercício, responde às questões propostas no parágrafo anterior. Eu ajudo: começar a controlar meu dinheiro, sair das dívidas, anotar receitas e despesas, passar mais tempo com minha família, investir parte do meu capital, aprender inglês e espanhol, avaliar a possibilidade de realizar um MBA, abrir um negócio próprio e por ai vai. As perguntas certas fazem você se mexer.

Eu poderia comentar pelo menos uma dezena de perguntas sobre finanças visivelmente fora de escopo. “Por que será que nunca dou a sorte de ser sorteado no título de capitalização em que investi no banco?” é clássica. Quem disse que título de capitalização é investimento? Você sabe como o produto funciona? A pergunta certa deve ser “Quais as alternativas de investimento disponíveis para pouco dinheiro? Como posso conhecê-las?”.

Aceite que você não é uma vítima de sua realidade financeira. Pelo contrário, é o grande responsável por ela. Isso faz muita diferença. É comum notar famílias tratando o dinheiro como um tabu sem se dar conta. Isso acontece porque, mesmo que inconscientemente, é natural associar ao dinheiro pensamentos negativos e perguntas erradas. Fica a impressão de que sonhar é um pecado quando o presente tem cheiro de milagre. Logo logo o dinheiro se torna sinônimo de problema.

Assumir uma postura adulta em relação ao tema e dar exemplo costuma facilitar a abordagem familiar. Falar de dinheiro de forma natural, abrir o jogo sobre as finanças da família e trabalhar o compromisso de todos com as metas e objetivos naturalmente eleva a qualidade das reflexões, trazendo à tona as perguntas certas. Tenho mais a dizer sobre isso, assista o video

Começar com as perguntas certas encurta a distância entre você e seus objetivos na medida em que constrói cumplicidade familiar e incentiva a discussão sadia sobre finanças pessoais em casa e no trabalho.

Siga-me no Twitter: @Navarro. Até a próxima.

Bookmark and Share

Post to Twitter Tweet This Post

Compromisso com uma vida mais rica

05 out
2010

Como anda a sua relação com seus sonhos, objetivos familiares e finanças do lar? Você tem dado atenção ao orçamento doméstico? O que dizer do planejamento para a aposentadoria e o tão desejado momento marcado pela independência financeira? Você conversa sobre isso em casa, com os amigos? Caro leitor, leitora, é um grande prazer poder conversar com você sobre temas tão importantes para o sucesso pessoal.

Você mais rico, mas sem hipocrisia ou demagogia. Porque riqueza é conceito que não se traduz apenas em saldo bancário. Riqueza é patrimônio pessoal. Rico porque valoriza a cidadania, porque ama, porque tem amigos com quem contar, porque serve e lidera, porque valoriza as conquistas, porque encara desafios, porque tem bom humor. Porque lida bem com o dinheiro e faz dele um instrumento de liberdade, não se escraviza.

O que independência financeira significa para você?

Trabalhar por prazer, fazer aquilo que se gosta, sem ter que se preocupar com o fluxo de caixa necessário para manter seu padrão de vida. A definição aparentemente simples implica disciplina para economizar, dedicação para investir e algum sacrifício. Mas é compensada com o sentimento de realização, a alegria de estar com quem e onde quiser e a vantagem de apoiar-se na qualidade de vida.

Logo, ser independente do ponto de vista financeiro representa a oportunidade de valorizar o patrimônio conquistado. Por hora, esqueça essa história de primeiro milhão, muito dinheiro aplicado aqui ou acolá. Comece pensando no que você quer, nos desejos de vida mais rica que você certamente carrega. Você mais rico para viajar, curtir a família, praticar seu hobby, passar mais tempo ao lado das pessoas que ama.

Neste espaço vamos trabalhar a vasta gama de aspectos comportamentais e técnicos capazes de auxiliá-lo na jornada rumo à independência financeira e uma vida mais rica, de mais realizações. Pretendo explorar bastante as atitudes e decisões que mudaram o rumo de mina vida e fizeram do sonho uma realidade. Deixo aqui algumas lições simples:

  • Sempre gastar menos do que ganha e investir a diferença. Lugar-comum na literatura de finanças pessoais, mas ainda assim resumo perfeito para o sucesso relacionado ao dinheiro
  • Definir objetivos e respeitá-los. Saber o que se pretende conquistar e quanto de esforço essa conquista custará são ativadores da automotivação;
  • Negociar e comprar sempre à vista com desconto. Aceitar que é nosso direito debater melhores condições comerciais e que o melhor preço não é aquele anunciado, mas o que faz diferença em nosso bolso;
  • Dar velocidade ao dinheiro investido. Estudar, aprender sobre novas modalidades de investimento, diversificar, abrir e manter pequenos negócios, agir de maneira a fazer o dinheiro trabalhar pela nossa independência.

Como percebe, não há nenhuma grande novidade quando se fala em cuidar do que é nosso. O discurso, no entanto, não se transforma em prática. A procrastinação, o deixar para depois, contamina e justifica, mas não resolve. Por que somos assim? Podemos mudar?

Perguntas, sempre muitas perguntas. Gosto mais de perguntar que responder, por isso conto com a sua participação – ou corro o risco de ficar “falando sozinho”. Comprometo-me também a indicar referências interessantes relacionadas ao tema, além de comentar notícias e opiniões que julgar merecedoras de destaque.

Siga-me no Twitter: @Navarro

Bookmark and Share

Post to Twitter Tweet This Post

A primeira vez a gente nunca esquece!

22 set
2010

por Érica Martin, repórter de Finanças

Na faculdade de jornalismo não nos ensinam a escrever matérias de capa,  mas seria ótimo se existisse uma disciplina só com receitas jornalísticas, do tipo: Como fazer com que aquela fonte, que precisamos tanto falar, responda aos emails e atenda às ligações? Como achar o melhor personagem com uma história incrível e que surpreenda os leitores? Como entregar a matéria no prazo e ainda deixar a equipe satisfeita?

 É, mas não tem jeito, tudo isso a gente só aprende – ou achamos que aprendemos- na prática. Eu vivenciei a experiência, pela primeira vez, na ultima edição da Você S/A. O tema da reportagem de capa foi dinheiro e relacionamento, posso dizer que aprendi muito, transportei muitas das dicas dos consultores para a minha vida pessoal. Com os personagens, a experiência foi incrível, escutei histórias engraçadas e curiosas como a do casal Bernardo e Priscila que de vez em quando se estranham por conta dos investimentos nos gados (confira a edição nas bancas!) .

Também conversei com gente que não entrou na matéria, mas que tinham bons exemplos para contar. Entrevistei um rapaz que aprendeu a cuidar muito bem das finanças. Ele entraria para a reportagem, mas acredite, enquanto rolava a apuração, se separou da noiva com quem morava há algum tempo. Achei indelicado perguntar o motivo, mas espero que não tenha sido por causa de dinheiro. Bom, posso dizer que o aprendizado foi incrível, mas a gente sabe que a cada reportagem os ingredientes se modificam – deve ser por isso que não existe uma única receita para o bolo jornalístico.

Bookmark and Share

Post to Twitter Tweet This Post

Pontapé inicial …..

26 ago
2010

Quando conversei com a direção da Você SA, a respeito da criação de um novo blog no site da revista, tinha uma idéia muito clara do que tratar, como tratar e porquê tratar. E aproveitando essa convicção achei que a explicação desses motivadores seria a melhor forma de dar o pontapé inicial no blog.

Então vamos lá…..

Sugeri conversarmos com o público de finanças discutindo como encarar os desafios de gerir uma área que veem passando por evoluções estruturais. Essas evoluções são motivadas principalmente pelo incremento do mercado de capitais, e suas operações de IPO, do mercado de Capital de Risco, e suas operações de Private Equity e Venture Capital, dos constantes movimentos de M&A, no Brasil e no mundo, das iniciativas de internacionalização de companhias brasileiras e da busca constante e rotineira por modelos mais estruturados de governança corporativa.

Essas evoluções estão fazendo com que essa área, antes chamada de BackOffice (já antecipando o que trataremos no próximo post: nunca gostei desse termo e nem o considero adequado) passe a ter que pensar estrategicamente, conhecer profundamente o negócio e retroalimentar a empresa com as demandas dos stakeholders.

Muitos podem dizer que discutir essa mudança de perfil na área não é algo novo. E realmente estão certos! 

Outros podem dizer que essa não é uma realidade exclusiva da área de finanças e que na verdade afeta as áreas de Recursos Humanos, Tecnologia, Jurídico e outras. E também estão certos!

A própria Você SA já abordou essa evolução várias vezes, porém pela pluralidade de assuntos que norteiam a revista, o tema não pode estar em todas as edições e nem tratar de todas nuances que envolvem o dia-a-dia de quem vive essa evolução o dia todo e todo dia. Em função disso optamos por um blog onde podemos colocar os assuntos e dilemas de maneira prática, trocar experiências com profissionais que vivenciam as mesmas dores e, inclusive, interagir de maneira pontual, se necessário. 

Pronto, respondido o que tratar, como tratar e porquê. Agora resta torcer para que o assunto seja de interesse da grande comunidade da Você SA e pedir a todos que participem com comentários, críticas e sugestões de assuntos.
Aproveitando, gostaria de fazer dois agradecimentos. Um para a equipe da revista pela confiança no meu trabalho e pela oportunidade de ter esse canal aberto com seus leitores. E o segundo para minha esposa e eterna incentivadora por me motivar a aceitar essa oportunidade e por me por, sempre, para frente. Obrigado, meu amor.

Bookmark and Share

Post to Twitter Tweet This Post

Pontapé inicial…..

26 ago
2010

Quando conversei com a direção da Você SA, a respeito da criação de um novo blog no site da revista, tinha uma idéia muito clara do que tratar, como tratar e porquê tratar. E aproveitando essa convicção achei que a explicação desses motivadores seria a melhor forma de dar o pontapé inicial no blog.

Então vamos lá….. Sugeri conversarmos com o público de finanças discutindo como encarar os desafios de gerir uma área que veem passando por evoluções estruturais. Essas evoluções são motivadas principalmente pelo incremento do mercado de capitais, e suas operações de IPO, do mercado de Capital de Risco, e suas operações de Private Equity e Venture Capital, dos constantes movimentos de M&A, no Brasil e no mundo, das iniciativas de internacionalização de companhias brasileiras e da busca constante e rotineira por modelos mais estruturados de governança corporativa.

Essas evoluções estão fazendo com que essa área, antes chamada de BackOffice (já antecipando o que trataremos no próximo post: nunca gostei desse termo e nem o considero adequado) passe a ter que pensar estrategicamente, conhecer profundamente o negócio e retroalimentar a empresa com as demandas dos stakeholders.

Muitos podem dizer que discutir essa mudança de perfil na área não é algo novo. E realmente estão certos!

Outros podem dizer que essa não é uma realidade exclusiva da área de finanças e que na verdade afeta as áreas de Recursos Humanos, Tecnologia, Jurídico e outras. E também estão certos!

A própria Você SA já abordou essa evolução várias vezes, porém pela pluralidade de assuntos que norteiam a revista, o tema não pode estar em todas as edições e nem tratar de todas nuances que envolvem o dia-a-dia de quem vive essa evolução o dia todo e todo dia. Em função disso optamos por um blog onde podemos colocar os assuntos e dilemas de maneira prática, trocar experiências com profissionais que vivenciam as mesmas dores e, inclusive, interagir de maneira pontual, se necessário.

Pronto, respondido o que tratar, como tratar e porquê. Agora resta torcer para que o assunto seja de interesse da grande comunidade da Você SA e pedir a todos que participem com comentários, críticas e sugestões de assuntos.

Aproveitando, gostaria de fazer dois agradecimentos. Um para a equipe da revista pela confiança no meu trabalho e pela oportunidade de ter esse canal aberto com seus leitores. E o segundo para minha esposa e eterna incentivadora por me motivar a aceitar essa oportunidade e por me por, sempre, para frente. Obrigado, meu amor.

Bookmark and Share

Post to Twitter Tweet This Post

Hello world!

20 mai
2009

Welcome to Vocesa.abril.com.br. This is your first post. Edit or delete it, then start blogging!

Bookmark and Share

Post to Twitter Tweet This Post