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| Nas próximas semanas, a paulistana Daniela do Lago conta como será seu treinamento de coaching realizado pela consultoria Crescimentum |
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A dura vida de uma trainee
A paulistana Daniela do Lago foi a vencedora da promoção lançada em agosto pela VOCÊ S/A e por isso ganhou um programa de coaching inteiramente grátis
Em agosto VOCÊ S/A propos um desafio aos seus leitores. Queria ouvir o relato de suas experiências como trainees. Ao vencedor seria dado um curso de coaching gratuitamente, oferecido pela consultoria Crescimentum, de São Paulo. A vencedora foi a paulistana Daniela do Lago, de 25 anos. Ela nos contou a pior experiência em um programa de trainee dentre os 20 relatos selecionados para avaliação da redação. Leia agora trechos da experiência de Daniela:
Lembro-me muito bem do dia da contratação. Sentia-me muito especial, por fazer parte de um seleto grupo de uma grande multinacional. Ser trainee necessariamente significa possuir competências diferentes.
O programa era realmente muito completo. Investiram muito em cada trainee. Durante dois anos posso dizer que aproveitei bastante tudo o que a empresa oferecia. Todo tipo de treinamento. A cada dois meses, me pagavam uma palestra de minha escolha. Fui estudar em Boston, em Harvard, nos Estados Unidos! Fiz um curso de business, escolhido por mim. Era pedir e as coisas aconteciam. Até sessões de terapia foram realizadas para se ter maior conhecimento psicológico daqueles que seriam o "futuro da empresa".
Eu adorava aquela liberdade, afinal aprender e desenvolver era meu objetivo. Tudo isso estaria dentro do previsto se não fosse um pequeno porém: em geral, passado o período de treinamento, a empresa não sabia direito o que fazer com aqueles jovens. Freqüentemente, ao terminar o programa, eles eram alocados para realizar tarefas obscuras. Muitos iam buscar desafios em outra empresa. Será que esses programas de trainees se tornaram uma forma de jogar dinheiro pela janela?
Eu como trainee participava um pouco de tudo, mas não fazia parte de nada. Resultado: desilusão. A empresa trata os trainees como "pupilos", mas, na hora de retê-los, peca pela desorganização. Quando meu programa terminou, perdi todos os benefícios. Tinha de fazer teste para concorrer a um idioma e nada de treinamentos. A menos que estivessem relacionados diretamente com a minha atividade. Mas como, se nem meu chefe sabia o que eu fazia na área. O que senti foi algo como: "bem vinda ao mundo real, o sonho acabou!".
Para que o programa de trainee faça sentido, é preciso que ele esteja adequado à estratégia da organização. Parece óbvio, mas a empresa não analisou se precisava de trainees ou se teria condições de comportá-los. Fazer um programa bem-feito não significa dar vida boa aos trainees. Para consolidar o sucesso desses programas, os jovens precisam de um acompanhamento constante de tutores ou dos futuros chefes -- mesmo depois do período de treinamento. O que não se pode é largar esses jovens depois que o programa acaba, pois ninguém fica pronto em um ou dois anos. A empresa tem que deixar claro para o trainee qual o objetivo dele na companhia. Não deve rotulá-los como profissionais diferenciados. Isso pode causar mal-estar e insegurança aos demais funcionários.
O fato é que hoje, após dois anos que meu programa terminou, ainda me sinto "perdida" na organização. Sinto-me esquecida, como se nunca tivesse sido trainee, nunca houvesse participado dos treinamentos. Minhas competências não são sequer utilizadas. Estou congelada esperando alguém me achar!
Nas próximas semanas Daniela conta como será seu treinamento de coaching realizado pela consultoria Crescimentum. Acompanhe, pelo site de VOCÊ S/A no canal AÇÃO.
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