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O que você deve saber sobre o novo TOEFL

Veja o que muda no teste mandatório para universidades nos Estados Unidos, Canadá e dezenas de outros países

Por Alex Monteiro*

O TOEFL (abreviatura de Test of English as a Foreign Language – Teste de Inglês como Língua Estrangeira) será reformulado à partir de setembro de 2005. O novo teste poderá ser feito via internet. Reformulado, ele passa a ser mais abrangente. O que inclui teste oral (speaking), aplicação das tradicionais questões independentes e novas atividades, tornando-se mais completo e moderno. Futuros candidatos devem ficar atentos à mudança. Já que um bom preparo para o TOEFL requer pelo menos seis meses de treinamento, antes da data do exame. A prova funciona como um “termômetro” do conhecimento do idioma, servindo como critério complementar para aprovação de futuros candidatos que pretendem ingressar em universidades nos Estados Unidos, Canadá e outros países, inclusive algumas instituições no Brasil.

Hoje, esse teste é aplicado em dois formatos: papel (paper-based) ou através do computador (computer-based). A prova tem duração aproximada de três a quatro horas e divide-se em quatro partes: compreensão auditiva, gramática, leitura e redação. O raciocínio em que o teste se baseia é simples: para se acompanhar um programa acadêmico, espera-se que o participante compreenda o que é dito durante as aulas ou palestras, interaja com professores e colegas de classe. Enfim, que seja capaz de ler e interpretar textos originais e consiga produzir ensaios, teses e outros documentos escritos.

A reformulação prevista para 2005 pretende que o TOEFL se torne ainda mais próximo da realidade de se comunicar. Ao cobrir as quatro habilidades (compreensão auditiva, fala, leitura e escrita), a prova testa, ao longo de suas fases, diversas habilidades simultâneamente. Um exemplo, é o teste de redação (writing), que solicitará que o candidato leia um texto, ouça um trecho de uma palestra ou aula e finalmente escreva, de forma clara e objetiva, uma resposta à pergunta proposta. Outro exemplo de integração de habilidades encontra-se no teste de produção oral, cujo objetivo é avaliar a capacidade do candidato em falar com clareza e demonstrar seu entendimento do assunto tratado. O candidato terá, em uma das partes deste teste, que ler um texto, ouvir um trecho de uma palestra e, a partir das informações que recebeu, elaborar uma resposta oral, a qual será gravada para avaliação posterior.

O teste de leitura traz, além das tradicionais questões de múltipla escolha, pequenos trechos de um parágrafo para serem inseridos no texto, o que irá demandar do candidato não só conhecimento do que está escrito, mas também a capacidade lógica de se “editar” um texto. Se você já estuda inglês regularmente e já cumpriu uma carga horária mínima aproximada de 360 – 400 horas de estudos, é provável que esteja em condições mínimas de se preparar para prestar o TOEFL. Considero nesta estimativa um indivíduo que estuda inglês duas vezes por semana, em aulas de 1 hora e meia durante três anos e meio, já descontados dois meses por ano de férias.

Conheça o teste

Mesmo que estudar fora do país ou fazer um mestrado em universidades brasileiras esteja fora de seus planos, focar no TOEFL pode ser uma excelente idéia, pois às vezes não conseguimos dar continuidade ao estudo do inglês ou então deixamos de progredir simplesmente por não termos uma meta a ser atingida. E preparar-se bem para alcançar uma boa pontuação irá exigir um bom planejamento e dedicação constante. O melhor ponto de partida é, sem dúvida, conhecer o teste, disponível através do site da empresa que o promove, a ETS (Educational Testing Service), ou então adquirir um kit do teste em boas livrarias. Procure avaliar se o seu nível de conhecimento atual está próximo ao do teste. A partir daí, divida seu tempo de preparo proporcionalmente entre as áreas em que tiver maior ou menor dificuldade. Por exemplo: se a leitura representa um desafio maior, dedique mais tempo a ela, até que você melhore seu desempenho. Aliás, prefira sempre a leitura de material autêntico, ou seja, livros e revistas originais em inglês como Business Week, Time, Newsweek, etc.

A redação e a produção oral podem requerer um profissional qualificado para acompanhar seu desenvolvimento, dar orientação mais específica e oferecer feedback. A gramática e o vocabulário também merecem atenção especial, pois são também testados direta e indiretamente. Ao todo, um bom preparo para o TOEFL deve ocorrer pelo menos seis meses antes da data escolhida para realizar o teste, com sessões de estudo três vezes por semana com duração de uma hora e meia. Ao final do primeiro trimestre, faça um teste completo e avalie seu desempenho, fazendo os eventuais reajustes em tempo e carga horária de estudo.

Peça ao seu professor que avalie suas redações com rigor e, se possível, usando os mesmos critérios de avaliação adotados pela ETS. Alguns livros preparatórios para o exame mostram detalhadamente como escrever corretamente e oferecem farto material informativo sobre gramática.

* Alex Monteiro é diretor da Thames Idiomas e ensina inglês há dezoito anos