Assine VOCÊ S/A
BUSCA AVANÇADA
VOCÊ NA REDE
COLUNISTAS
EVENTOS
TESTES
NEWSLETTER
QUEM SOMOS
FALE CONOSCO
ANUNCIE
 
 
 
O publicitário Nizan Guanaes: "Eu quero ser o Roberto Carlos da publicidade"
Envie este artigo
Criatividade de resultado

Falando para um auditório lotado, o publicitário Nizan Guanaes encerrou a Career Fair 2004

Por José Eduardo Costa

O publicitário e administrador de empresas baiano Nizan Guanaes, de 46 anos, encerrou, nesta sexta-feira (28), a Career Fair 2004, o maior evento de carreira e desenvolvimento profissional do país. Durante quase duas horas, ele falou sobre o tema que poderia ser o resumo de sua história: a criatividade de resultado. "O sucesso da minha carreira é o foco", disse logo nos primeiros minutos de sua apresentação.

Nizan falou para um auditório lotado, que ocupou as cadeiras do Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Para ele, posicionamento é fundamental. Por isso, desde cedo definiu uma linha mestra que orientou todos os seus trabalhos: "Eu quero ser o Roberto Carlos da publicidade. Quero que meus comerciais sejam populares". Esse princípio aliado a uma visão pragmática de publicidade, que nem sempre agradou seus colegas de profissão e concorrentes , são a receita para o sucesso profissional de Nizan. "Para mim a publicidade não é um negócio que diz respeito à criação. É um negócio meramente comercial". Ah, existe ainda um terceiro elemento. Uma palavra a que Nizan se refere freqüentemente e que está repetida várias vezes no estatuto de formação da Africa, sua agência de publicidade. CLIENTE. Nizan conta que descobriu quais eram as verdadeiras demandas dos clientes depois de sua experiência no IG. Durante dois anos, ele comandou as operações do provedor de Internet.

Nizan veio para São Paulo na década de 80. Montou um agência financiada por capital estrangeiro, a DM9, com investimento de um milhão de dólares. Depois de oito anos vendeu a empresa por um valor 100 vezes mais alto. Decidiu entrar para o mundo virtual. Era a época em que só se falava em internet. Ele deu sua tacada. Começou com um empreendimento de setenta milhões de dólares, o provedor IG. Veio a bolha, quando o mundo percebeu que os negócios em internet estavam todos superdimensionados. Num só dia, Nizan teve de demitir quatrocentos funcionários. "Doeu na carne", lembra. Da experiência tirou uma lição: a internet foi, sem sombra de dúvida, meu MBA". O fato de ter ficado dois anos fora da publicidade e ter passado para o outro lado do balcão, pois se tornou um cliente, lhe deu a clareza que precisava para retornar à publicidade. Na internet, Nizan percebeu duas coisas: que tinha paixão pela publicidade e que sua próxima agência deveria ter foco diferenciado no cliente.

Sua nova agência, a Africa, trabalha com nove clientes. Cada um tem a própria sala dentro da agência e um grupo de profissionais para cuidar da sua conta. Se ele é um bom chefe? Dizem que é exigente. Mas sabe reconhecer talento. "Motivar as pessoas é fundamental. Você não consegue tocar um negócio se não colocar as pessoas para sonhar", diz.