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| A advogada Tarinê Cavalli: "O mundo está muito mais rápido do que a gente pensa" |
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Frente a frente
Três profissionais contam o que acharam da consultoria pessoal que receberam de experientes consultores e headhunters, na Career Fair
Por Daniela de Lacerda e Anne Dias
Como expandir o conceito de networking e tornar o seu trabalho conhecido no mercado? Essa foi uma das questões levantadas pelo gerente de marketing Carlos Batista, de 44 anos, durante a Career Fair. A resposta veio de Gutemberg Macedo, um dos 13 consultores que estão atendendo os participantes durante os dois dias do evento. "Ele me aconselhou a identificar empresas-target e buscar um contato com o principal executivo da organização, sem intermediários. Se você quer se diferenciar e ampliar suas referências, precisa ousar e pensar de uma forma menos burocrática", afirma Batista, que trabalha na empresa de tecnologia Solectron, com sede em São Paulo.
Corra atrás da informação
Na era da hipercompetitividade, seu maior erro é achar que sabe o suficiente. Foi essa a principal lição da Career Fair para Tarinê Cavalli, de 26 anos, advogada da Botelho Empreendimentos. Ela consultou Francisco Britto, sócio-diretor da Ray&Berndtson, sobre desenvolvimento pessoal. E saiu da conversa com a certeza de que o que era novidade ontem, já está se tornando obsoleto. "O mundo está muito mais rápido que a gente pensa. É preciso correr atrás", diz Tarinê.
Dê uma guinada na sua carreira
Chega uma hora em que não basta desenvolver certas competências, é preciso mudar completamente sua área de atuação. Foi o que descobriu o engenheiro Eduardo Poffo, de 30 anos, que veio de Santa Catarina a São Paulo especialmente para participar da Career Fair. Poffo sempre atuou na área técnica, mas agora deve direcionar sua carreira para o setor comercial. A conclusão foi resultado da consultoria com Saulo Lerner, diretor da RightSaadFellipelli. "A partir das minhas habilidades e do que gosto de fazer, Lerner traçou essa estratégia", diz Poffo, que é supervisor de engenharia da Zen, empresa do setor de autopeças com sede em Santa Catarina.
Potencialize o que você tem de melhor
Quem tem uma carreira em ascensão e gosta do que faz está com a vida ganha, certo? Nem sempre. Muitas vezes, o futuro continua incerto, ainda que o currículo seja recheado de histórias e empresas de peso. A administradora de empresas Renata Mendonça, 30 anos, é especialista em RH na Dow Brasil, em São Paulo, trabalhou oito anos na Odebrecht e agora quer traçar sua carreira para os próximos cinco anos. "Estou feliz, mas não consigo imaginar como será meu futuro profissional", diz Renata. Ela sentou-se à mesa com a diretora da Career Center, Karin Parodi. "Sei me comunicar com pessoas de vários cargos. Durante a conversa com Karin, percebi que devo aproveitar melhor esse potencial daqui para frente", afirma.
Várias respostas para uma dúvida
O pedagogo Marcos Antônio Montenegro Braun Filho, 25 anos, entrou na sala de consultoria individualizada com uma dúvida. "Queria saber se estou trabalhando na empresa certa", diz Braun Filho.
Há quase dois anos, ele é consultor de marketing da SOS Computadores de Fortaleza, Ceará. Com ajuda de um profissional em carreiras, achou alguns pontos que devem ser trabalhados. "Descobri que tenho de ter mais iniciativa, desenvolver meu espírito empreendedor e minha liderança", afirma. Agora é só arregaçar as mangas e partir para as mudanças.
De olhos bem abertos
Uma pitada de desconfiança das pessoas pode ser algo bom para a vida e para a carreira. "Raramente desconfio de alguém, mas hoje vi que tenho de ser mais racional, não me abrir tanto com quem mal conheço", afirma Wilson Kaneshima, 50 anos. Kaneshima é dentista e mora em Londrina, Paraná. Sua conversa com a diretora da Hexel, Fátima Martelli, foi bastante enriquecedora. "Vou desenvolver os pontos fortes e tentar melhorar os que estão em baixa", afirma.
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