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| Ricardo Melo é consultor em desenvolvimento humano, presidente do Instituto Ricardo Melo, master-trainer em programação neurolinguística, reconhecido pelo Instituto de Sadhana, na Espanha |
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Pecados Capitais – Preguiça
Quem deixa tudo para a última hora sofre as conseqüências na saúde e na carreira
Há uma história muito interessante que conta que um dia no meio da selva os animais resolveram dar um festão. Estavam presentes todos os bichos e cada grupo se divertia como desejava. Havia um grupo formado pelos leões; tigres e as onças que jogavam truco (imagine a cena!). Após algumas rodadas, o refrigerante tinha acabado e eles pediram ao bicho preguiça que pegasse mais. Ele respondeu que voltava em breve, trazendo mais refrigerantes. Passaram-se duas horas e nada do bichinho voltar. Os felinos já estavam ficando com raiva e um deles comentou como foram tolos ao esperar que o bicho preguiça fosse rápido. "Eles são muito lerdos, não tem determinação e se desviam fácil do caminho que acham ser mais complicado", rosnou o Leão. E as ofensas foram se multiplicando até que eles ouviram o som do choro do bichinho atrás de uma árvore. Eles se surpreendem e ao encontrá-lo, ouvem o seguinte desabafo: “se não me pedirem desculpas, não vou mais". O bicho preguiça sequer tinha começado a se movimentar!
No dia-a-dia é comum nos depararmos com alguns "bichos-preguiças", principalmente quando se tem que enfrentar situações delicadas, como tomar uma decisão importante ou quando algumas mudanças necessitam ser realizadas e estas geram incômodos. A preguiça que se impõe sobre nós é enorme e costuma ser chamada de desânimo. Gosto de dividir a preguiça em alguns sub- grupos:
1) procrastinação – deixar para amanhã o que podemos fazer hoje
2) desânimo – falta de vontade para fazer o que sabemos que precisa ser feito
3) vontade de relaxar – vontade de não fazer nada
Eu diria que como tudo que nosso corpo e nossa mente tem a nos oferecer a presença da preguiça tem muitos pontos positivos como, por exemplo, impedir que entremos em colapso orgânico ou mental. Ela é uma reguladora natural das atividades orgânicas e psíquicas, evitando um excesso que nos seria prejudicial. No entanto, em suas versões mais complicadas, como no caso da procrastinação e do desânimo, se ela não for bem administrada, sua presença pode ser bastante nociva para nossa vida produtiva!
Se for possível, pare um momento e reflita: quantas vezes você deixou de realizar algo importante, deixou de tomar uma atitude necessária ou realizar uma mudança imprescindível por perguiça? Quem pode dizer que nunca teve vontade de fazer nada, a não ser “cumprir tabela”, devido a uma sensação de abatimento ou mesmo a uma vontade de dormir ou ficar apenas relaxando? Como disse anteriormente, o problema da preguiça está em sua presença excessiva na hora errada! É neste momento que precisamos tomar cuidado com ela, pois pode nos ser muito prejudicial! Com o intuito de auxiliar os "preguiçosos de plantão" listamos abaixo algumas sugestões para que você volte ao controle:
- Procure alimentar-se e dormir bem. Má alimentação (deficitária ou exagerada) e falta de sono causam naturalmente, uma sensação física de cansaço
- Tenha sempre o hábito de construir em seu cotidiano mudanças estimulantes. Faça do que é rotineiro uma atividade agradável. Se puder, um dia faça o serviço do escritório em um parque; almoce fora do horário, sempre que possível, enfim, quebre sempre a rotina. Assim evitará que a mesmice chame o desânimo.
- Procure vincular-se a uma atitude imediata, quando precisar fazer uma mudança importante, de forma que não possa voltar atrás sem se prejudicar. Ex: alguém que vai fazer regime e compra uma calça com o manequim desejado e a pendura perto da geladeira!
- A preguiça adora ambientes preguiçosos. Pondere se o lugar que você escolheu para ler, trabalhar ou ter atividades que exijam concentração são realmente estimulantes ou um mero convite à preguiça.
E se apesar de tudo isso ainda assim você achar que tem vocação para bicho preguiça, como nosso personagem da história que contei no início do artigo, ainda resta uma alternativa: fique sem fazer nada o máximo de tempo que puder. Fique entregue ao abatimento, a procrastinação e ao relaxamento. Adie compromissos, não cumpra prazos, durma até “cansar” e veja o que acontece. Talvez após sentir os verdadeiros prejuízos, você pode ter após entregar-se as dificuldades que lhe visitam ao invés de lutar contra elas quem sabe não reúna força suficiente para não deixar mais a preguiça se se fazer presente?
Compartilhe comigo suas reflexões sobre a série Pecados Capitais no mundo Corporativo. Será um prazer saber sua opinião!
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