|
 |
 |
| Paulo Angelin é consultor e palestrante em Marketing, Mercado Imobiliário e Crescimento Pessoal |
|
Os três pilares do sucesso profissional
Experiência, vontade de crescer e inteligência. Sem esses elementos dificilmente você vai ficar em pé por si só.
Por Paulo Angelin
- Ronaldo, qual é o critério que você usa quando vai contratar alguém?
- Eu levo em consideração a existência de três aspectos no candidato: vontade de crescer, inteligência e experiência.
- Mas, Ronaldo, desse jeito você nunca vai dar chance aos que estão iniciando e que têm grande potencial. Eles não têm experiência!
- Calma, Paulo, eu não disse tudo! Dos três, tranqüilamente eu abro mão da experiência, se eu perceber que os outros dois aspectos, vontade de crescer e inteligência, estão presentes no candidato. Mas, desses dois eu não abro mão, em hipótese alguma.
Bem, participei desse diálogo há quase dez anos. Ronaldo de Castro Barbosa foi o maior líder profissional que já tive. Infelizmente, foi levado prematuramente de nosso convívio. Foi brutalmente assassinado. Mas o fato é que, como é típico a um grande líder, suas palavras e posturas ficaram marcadas não só em mim, como em seus muitos seguidores. E esse diálogo, em particular, tem me acompanhado nas várias vezes que estou diante da necessidade de ponderar sobre a contratação de algum profissional: Experiência, vontade de crescer e inteligência. A explicação de Ronaldo era muito simples, como toda idéia que funciona e impacta.
- Ora, Paulo, digamos que o candidato não tem experiência na área. Por causa da vontade de crescer, ele rapidamente compreenderá que precisará aprender novas coisas para fazer com excelência a missão ou tarefa que lhe está confiada. E sendo inteligente, ele não terá grandes dificuldades nesse desafio de aprender e passar por novas experiências. É só isso!
É lógico que sabemos que não são apenas estas três qualidades que garantem o sucesso profissional. Atitude, talento, conhecimento, facilidade de se relacionar e oratória, por exemplo, também estão em jogo. Mas, se você pensar bem, verá que vontade de crescer (alguns confundem com ambição) e inteligência são imprescindíveis para o crescimento de um profissional. Segundo o livro Inteligência Plena – Ensinando e incentivando a Aprendizagem e a Realização dos Alunos, de Robert J. Stenberg e Elena L. Grigorenko, a inteligência pode ser definida como o “conjunto integrado de capacidades necessárias para o indivíduo obter sucesso na vida, independentemente de como o defina, em seu contexto sócio-cultural”. A Revista Profissão Mestre traz uma matéria que explica que “as pessoas plenamente inteligentes conseguem adaptar-se, modificar ou selecionar ambientes usando com equilíbrio suas capacidades de análise, de criatividade e de praticidade”.
Imagine agora um profissional dedicado, esforçado, talentoso, com boa capacidade de relacionamento, mas com baixo nível de inteligência, ou seja baixa capacidade de análise, de criatividade e de praticidade? Ele simplesmente não aprende. E se não aprende, por mais que queira ou esteja comprometido ele não cresce. É fato: Quem não aprende se atola, não anda, não evolui, enfim, não cresce. Da mesma forma, imagine alguém inteligente, mas sem vontade de crescer. Uma Ferrari sem gasolina!
Agora olhe para você mesmo. Se lhe falta o pilar da experiência, não se desespere. Tudo que você precisa fazer é mostrar à empresa que mesmo assim poderá agregar valor a partir dos outros dois pilares, o da vontade de crescer e da inteligência. Mas, se lhe faltam os outros dois, ou um deles, dificilmente vai poder ficar em pé por si só. Você vai precisar se escorar em alguém ou algo para se equilibrar. Talvez um canudo acadêmico, ou um protetor corporativo. O perigo é que o tempo rapidamente desintegra o canudo acadêmico, tornando-o obsoleto. Além disso, pessoas que usamos como escoras ou muletas estão aqui hoje, mas amanhã não mais. E quando isso tudo some, e você procura em si mesmo o apoio, não encontra. Aí, seu destino, inevitavelmente, é a QUEDA!
O apóstolo Paulo assim escreveu aos hebreus que moravam em Roma: “Aquele que pensa estar em pé, cuide para que não caia”. VOCÊ ESTÁ EM PÉ?
|
|
|